Ghalam
31.jul.2014

“Geórgia?!… Hm… É nos Estados Unidos?

Se você se fez a pergunta acima quando leu o título deste post, não se preocupe. Eu venho escutando ela de quase todas as pessoas para quem revelo um dos destinos da minha próxima viagem. E acho bem normal, até. A Geórgia dos Estados Unidos é muito mais famosa do que a Geórgia da Europa. Ela tem Atlanta, tem a Coca-Cola, teve Olimpíada em 1996.

David Fielke (CC BY-NC-ND 2.0)

Só que a Geórgia da Europa não deve ser esquecida, muito menos por quem gosta de paisagens lindíssimas, histórias incríveis, ex-repúblicas soviéticas, povos hospitaleiros e lugares diferentes no nosso mundinho.

Irei para lá entre outubro e novembro, na mesma viagem em que visitarei a Jordânia. Aliás, essa combinação de países que não faz o menor sentido, mas que não vou me preocupar em explicar agora. Para o momento, vamos ao que interessa: por que eu resolvi ir para a Geórgia? (mais…)

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15.jul.2014

O cenário é bonito, mas não chega aos pés de qualquer praia brasileira localizada ao norte do Rio Grande do Sul. O clima também não é dos mais agradáveis, com calor além da conta na maior parte do ano e (dizem) até uma friaca considerável durante dois meses.

Ainda assim, não seja louco de perder o Mar Morto em uma visita à Jordânia. Ele é um combo de atrações para quem curte geografia, ciências, história, religião, política e até para quem quer apenas se divertir horrores.

Aliás, principalmente para quem quer apenas se divertir horrores. (mais…)

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7.jul.2014

Alguns acontecimentos recentes no Oriente Médio (acontecimentos tristes, só para variar) trouxeram de volta à superfície das notícias mundiais a diferença entre muçulmanos xiitas e sunitas. No meio de tudo isso, me meto a besta e venho aqui tentar explicar para você como surgiram os dois principais ramos do islamismo.

scottgunn (CC BY-NC 2.0)

Como de praxe, é uma explicação leve, sem entrar em detalhes. É só para você compreender a situação do mesmo jeito que eu: mais ou menos.

Para isso, voltemos para o início dos anos 600 d.C, onde hoje fica a Arábia Saudita. (mais…)

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23.jun.2014

O arquiteto iraniano Ali Akbar Esfahani era um sujeito determinado. Lá nos anos 1600, ele recebeu um trabalho gigantesco que precisou de 25 anos para ser concluído. Durante grande parte deste tempo, Ali enfrentou o ódio do seu cliente, que exigia mudanças no projeto para que a obra ficasse pronta logo e chegou até a pedir que as paredes fossem construídas antes mesmo das fundações estarem terminadas.

O cliente era ninguém menos que o xá Abbas I, da Pérsia, o monarca responsável pela construção das maiores maravilhas arquitetônias do Irã, mas também um tirano sanguinolento que matou e cegou seus próprios filhos, irmãos e pai para não ser ameaçado no trono.

Mesmo com um patrão de currículo tão assustador, Ali fincou pé, disse que não mudaria nada e não mudou. Sua obra, a Mesquita do Imã, em Esfahan, não ficou totalmente pronta antes do governante morrer, mas o resultado já mostrava que seria bom e Ali (que chegou a sumir por um tempo, para não ser executado), acabou recebendo o perdão real pela teimosia.

Hoje Ali Akbar Esfahani tem uma estátua na cidade. E nós temos a Mesquita do Imã para admirar. (mais…)

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10.jun.2014

Tenho um carinho especial pelo Sudeste Asiático, onde estive em 2008 e passei um mês perfeito entre Camboja, Vietnã e Laos. Um carinho que vem da minha ótima experiência naqueles países, do fato daquela ter sido a minha primeira grande aventura em um destino “exótico” e, principalmente, porque foi aquela viagem que me fez escrever um blog.

Eu sofri para conseguir informações sobre os três países naquela época. Não sei se isso aconteceu por total incapacidade mental minha ou por falta de conteúdo disponível mesmo, mas aquilo me fez decidir que, na volta, eu iniciaria um espaço para compartilhar tudo que aprendesse durante a viagem. (mais…)

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2.jun.2014

Quem viveu a virada dos anos 80 para os 90 leu muitas notícias sobre um lugar chamado Curdistão e um tal de “povo curdo”.

Infelizmente, eram apenas notícias terríveis, que falavam de refugiados, genocídio, armas químicas e atrocidades cometidas, na maioria das vezes, pelo ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, durante a guerra Irã-Iraque.

Um curdo mandando ver no seu narguile. (Gabriel Prehn Britto – CC BY-NC-SA 2.0)

Eu vivi aqueles tempos e não entendi muita coisa na época (adolescente besta, sabe como é), mas acabei me informando sobre o assunto nos anos seguintes e descobri que lugar chamado Curdistão se espalhava por quatro países, inclusive pelo Irã.

Vários anos mais tarde, ele virou meu primeiro destino depois de Teerã.

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19.mai.2014

Hamadan (ou “Hamedan”, como você pode encontrar em alguns lugares por aí) não estava incluída no meu roteiro pelo Irã. É claro que eu gostaria de visitar a cidade, mas o velho desafio de conciliar tempo e desejos numa viagem me obrigou a passar a faca nos planos, tirando Hamadan do meu mapa.

O destino, porém, fez questão de mexer no meu roteiro e teve uma forte ajuda da minha ingenuidade e inexperiência em viagens de carro. Hoje, eu só tenho a agradecer a estes fatores pela mudança.

Obrigado, destino.

Obrigado, ingenuidade e inexperiência. (mais…)

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5.mai.2014

Conforme prometido, voilà o post sobre como é ser mulher turista no Irã.

Apesar de ter sido escrito por mim, o conteúdo foi inteiramente relatado pela minha esposa, Márcia Steyer, designer gráfica e apaixonada por cultura e moda étnica, artesanal ou simplesmente produzida em locais diferentes da nossa realidade. Essa moça aqui embaixo, em Persépolis.

Ela passou o tempo inteiro ao meu lado, dizendo o que deveria ser colocado, o que ela sentiu, o que ela tem de dicas e quais fotos deveriam ser mostradas. (mais…)

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22.abr.2014

Os kassenas são um povo tinhoso. Mesmo enfrentando séculos de ataques de tribos inimigas e também o colonialismo europeu na África, eles conseguiram se manter até hoje nas mesmas terras onde seus ancestrais se estabeleceram, por volta dos anos 1600.

Seu território até foi dividido entre franceses e ingleses, fazendo com que os kassenas dos dois lados da fronteira desenvolvessem diferenças culturais ao longo dos séculos, mas todos seguiram lá, firmes.

Rita Willaert (CC BY-NC 2.0)

Uma das armas dessa resistência ainda pode ser vista por quem visita as suas vilas, nas atuais Burkina Fasso e Gana. Aliás, é impossível não ver essa arma, já que ela é linda e o povo mora dentro dela: a arquitetura kassena, essa coisa louca aí da foto acima. (mais…)

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14.abr.2014

Quando estiver no Irã, ao entrar em qualquer lugar, não se esqueça de olhar para o teto. Você pode encontrar uma bela surpresa.

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