Amigo do Rei
22.abr.2014

Os kassenas são um povo tinhoso. Mesmo enfrentando séculos de ataques de tribos inimigas e também o colonialismo europeu na África, eles conseguiram se manter até hoje nas mesmas terras onde seus ancestrais se estabeleceram, por volta dos anos 1600.

Seu território até foi dividido entre franceses e ingleses, fazendo com que os kassenas dos dois lados da fronteira desenvolvessem diferenças culturais ao longo dos séculos, mas todos seguiram lá, firmes.

Rita Willaert (CC BY-NC 2.0)

Uma das armas dessa resistência ainda pode ser vista por quem visita as suas vilas, nas atuais Burkina Fasso e Gana. Aliás, é impossível não ver essa arma, já que ela é linda e o povo mora dentro dela: a arquitetura kassena, essa coisa louca aí da foto acima. (mais…)

leia mais

20.abr.2014

Minhas leitoras queridas, preciso da ajuda de vocês. Estou devendo um post sobre como é ser uma mulher turista na Pérsia, com dicas para todas que quiserem ir para lá.

Comecei a escrever o tal post, mas me dei conta de que não seria legal publicá-lo sem abrir espaço para que vocês me enviassem suas dúvidas sobre o assunto. Então segurei a carroça e vim aqui perguntar: o que você, mulher, gostaria de saber antes de embarcar para o Irã?

Importante: o conteúdo do post (o que inclui as respostas para as suas perguntas) vai ser inteiramente fornecido pela minha bravíssima patroa, que foi a verdadeira comandante de toda a jornada e aturou 27 dias de véu, roupas compridas e banheiro turco. Eu serei apenas um mero digitador nessa publicação.

Por favor, usem as caixas de comentários aqui embaixo ou a fanpage no Facebook para mandar tudo que vocês quuiserem saber. Agradeço desde já.

leia mais

14.abr.2014

Quando estiver no Irã, ao entrar em qualquer lugar, não se esqueça de olhar para o teto. Você pode encontrar uma bela surpresa.

(mais…)

leia mais

1.abr.2014

Lembra de tudo que eu disse de positivo sobre os iranianos no meu primeiro post sobre o país? Sobre como eles são gentis, educados, atenciosos e queridos além do imaginável para um ser humano?

Foto: Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 4.0)

Pois esqueça. Este post é sobre o trânsito no Irã. E cada adjetivo positivo dado a um pedestre iraniano deve ser substituído pelo seu extremo oposto negativo quando ele está atrás do volante de um carro ou em cima de uma moto. (mais…)

leia mais

24.mar.2014

Dá para fazer uma noite romântica com um norte-coreano ou uma norte-coreana?

Os guias são espiões do governo?

Sou gay, posso ir para a Coreia do Norte?

A terra de do ditador Kim Jong-un um é um balaio de dúvidas e mitos para o mundo. Que o diga o inglês Simon Cockerell, diretor da Koryo Tours, a mais experiente agência de viagens especializada em Coreia do Norte. Simon mora em Pequim, na China, mas já pisou mais de 100 vezes na Kimlândia, então dá para dizer que ele vive mesmo na ponte-aérea entre a capital chinesa e Pyongyang, a capital norte-coreana.

Foto: Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 4.0)

Semana passada, o blog da Koryo Tours publicou um post em que Simon derruba 5 dos mitos que vive escutando, todos ligados à Coreia do Norte. Achei os assuntos tão interessantes que pedi para traduzir e publicar aqui – o que Simon gentil e imediatamente autorizou.

Prepare o kimchi e aproveite. (mais…)

leia mais

17.mar.2014

Ah, as tribos isoladas! Esses pequenos paraísos para quem gosta de conhecer histórias e hábitos fantásticos!

Veja, por exemplo, o pessoal de Tanna, a ilha onde fica este vulcão aqui embaixo, no arquipélago de Vanuatu, no Pacífico Sul. Eles são os últimos praticantes de um tipo de culto religioso interessantíssimo, batizado pelos antropólogos como Culto à Carga.

sydneydawg2006 (CC BY-NC-ND 2.0)

O nome é estranho, mas é bem fácil de entender de onde ele saiu. A “Carga” não é uma forma diferente de chamar um deus conhecido nem o nome de uma divindade nova. Nada disso. Ela é exatamente o que parece ser: os produtos e equipamentos que navios e aviões cargueiros carregam por aí. A pura e simples bagagem mesmo. (mais…)

leia mais

10.mar.2014

Certa vez, um amigo que trabalha com comunicação no mercado de turismo me disse: “Você nunca vai conseguir ganhar dinheiro com o seu blog. Sabe por quê? Porque você gosta muito dele.”

Sauditas em Jerash, Jordânia. Foto: Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 4.0)

É verdade. Eu gosto demais deste espaço. E ainda que todo este amor me ajude por um lado – me fazendo obcecado pela qualidade do conteúdo -, ele me atrapalha por outro, porque me faz impor limites que me impedem de ter o meu trabalho financeiramente remunerado pela forma mais comum em blogs, a publicidade.

(mais…)

leia mais

3.mar.2014

Ao contrário do que a maioria das pessoas imagina e apesar de algumas restrições, a comunicação de um turista com o mundo exterior é bem fácil a partir do Irã.

Os principais provedores de e-mail – Gmail, Outlook e Yahoo – funcionam perfeitamente e ainda que o Skype e o Facebook sejam proibidos, o país é repleto de internet cafés com artimanhas tecnológicas que burlam o sistema e permitem que você converse com a família sem problemas. Além disso, se você levar o seu próprio computador (preparado ou não para enganar a censura), ainda pode usar o wi-fi disponível em muitos hoteis e restaurantes.

Já com o seu celular estrangeiro a coisa muda um pouco. Por motivos que não descobri, os chips de muitos países não funcionam em roaming por lá, obrigando o viajante a comprar um número local se quiser usar o seu telefone em terras persas.

(mais…)

leia mais

17.fev.2014

Ela é o patinho feio de qualquer aventura pelo Irã. Roteiros de agências de turismo costumam dar apenas um par de dias para essa pobre coitada – se tanto. Desconfio que a maioria dos turistas que passam por ela o fazem apenas porque não descobriram que dá para voar direto do exterior para outras cidades iranianas. Enquanto eu pesquisava para a minha viagem, recebi dicas como “não perca seu tempo por lá, não vale a pena”.

Pobre Teerã.

Torre Azadi, símbolo de Teerã

A capital dos iranianos é realmente feia, caótica, barulhenta e poluída, tanto que vive marcando presença em rankings de “piores cidades do mundo para se viver”. Nisso, acho que não há discussão.

Mas também é fato que eu gostei muito da dita cuja. Gostei tanto que fiquei 4 dias inteiros nela e ainda tentei passar mais um, antes de embarcar de volta (mas não consegui, infelizmente). (mais…)

leia mais

11.fev.2014

Nem vou falar muito, porque não há muito para ser dito. Apenas veja estas lindas imagens da série An Iranian Journey, do multipremiado fotógrafo iraniano Hossein Fatemi.

A série completa mostra cenas complexas (e muitas também fortes) da realidade de um país impossível de ser compreendido por nós, porém muito, muito, muito longe de ser hostil aos ocidentais.

Aqui no blog, fique apenas com algumas que chocam pelo lado positivo e que mostram o Irã das pessoas que não têm nada a ver com aquelas que a maioria do mundo vê nas manchetes dos jornais.

Senhoras e senhores, com vocês, os iranianos. (mais…)

leia mais