Pulp
16.set.2014

Guias impressos que cobrem uma região inteira têm ao menos uma bela vantagem em relação aos guias que cobrem apenas um país: eles são uma baita chance do leitor descobrir novos lugares e aumentar a sua infindável lista de desejos viajantes.

Exatamente como está acontecendo comigo agora.

Mausoléu Momine Hatoon - Foto: Fuad2006 (CC BY 2.5)

Mausoléu Momine Hatoon – Foto: Fuad2006 (CC BY 2.5)

A edição do meu Lonely Planet sobre a Geórgia não é exclusiva. Ela também traz a Armênia e o Azerbaijão, que muitas vezes são visitados em conjunto. Então, de bobeira, inventei de ir além das páginas do meu próximo destino e acabei encontrando um lugar incrível.

Seu nome: República Autônoma de Naxçivan (com ç mesmo, no original). (mais…)

leia mais

10.set.2014

Se você está se aprontando para ir para o Irã, eu tenho duas dicas boas ligadas aos departamentos de Compras e de Cultura da sua viagem.

A primeira dica é que, ao contrário do pensamento popular e apesar do país ser uma pechincha para nós, os tapetes persas não são nem um pouco baratos por lá. Os valores deles são justos, pela trabalheira e pelas histórias de cada um, mas não são baixos.

A segunda dica é que você não precisa gastar uma grana preta em um tapete para ter um produto artesanal tipicamente iraniano na sua casa. Você pode pagar bem menos e trazer para o Brasil uma lindíssima, delicadíssima e persíssima pintura em miniatura.

Uma coisinha tipo essa aqui embaixo, que hoje mora na minha sala.

IMG_0040

Essa arte é nada menos que a forma de pintura mais famosa do Irã no mundo, com presença no Louvre, no British Museum, no Brooklyn Museum e na Biblioteca Britânica, entre outros lugares por aí. (mais…)

leia mais

1.set.2014

Seguindo na minha intenção de trazer para cá algumas viagens do meu antigo site, apresento a você o Marrocos, o meu primeiríssimo destino considerado exótico, aquele que abriu a porta para todos que vieram depois.

Meknes - Foto: Gabriel Prehn Britto

Daí, você que leu meu post sobre o Sudeste Asiático me pergunta: “Mas você não disse que sua primeira aventura num lugar diferentão havia sido Vietnã-Camboja-Laos?”

E eu respondo: não. O Sudeste Asiático foi a minha primeira grande aventura num lugar exótico.

A principal diferença entre a aventura e a grande aventura é simples: o Marrocos está ao lado da Europa, enquanto o Sudeste Asiático está a 10 horas de voo das principais cidades do Velho Continente. (mais…)

leia mais

11.ago.2014

Uma semana depois de ter publicado os motivos que me levam à Geórgia, volto para dizer que já montei um esqueleto de roteiro e excluí dele uma das razões que me fazem ir para o país.

Qual delas? Essa aqui embaixo, a Abecázia.

Mas por que um viajante que gosta de destinos diferentes vai perder uma chance dourada de entrar em um território ex-soviético separatista que só é reconhecido oficialmente por 4 nações integrantes da Onu? (mais…)

leia mais

31.jul.2014

“Geórgia?!… Hm… É nos Estados Unidos?

Se você se fez a pergunta acima quando leu o título deste post, não se preocupe. Eu venho escutando ela de quase todas as pessoas para quem revelo um dos destinos da minha próxima viagem. E acho bem normal, até. A Geórgia dos Estados Unidos é muito mais famosa do que a Geórgia da Europa. Ela tem Atlanta, tem a Coca-Cola, teve Olimpíada em 1996.

David Fielke (CC BY-NC-ND 2.0)

Só que a Geórgia da Europa não deve ser esquecida, muito menos por quem gosta de paisagens lindíssimas, histórias incríveis, ex-repúblicas soviéticas, povos hospitaleiros e lugares diferentes no nosso mundinho.

Irei para lá entre outubro e novembro, na mesma viagem em que visitarei a Jordânia. Aliás, essa combinação de países não faz o menor sentido, mas não vou me preocupar em explicar agora. Para o momento, vamos ao que interessa: por que eu resolvi ir para a Geórgia? (mais…)

leia mais

15.jul.2014

O cenário é bonito, mas não chega aos pés de qualquer praia brasileira localizada ao norte do Rio Grande do Sul. O clima também não é dos mais agradáveis, com calor além da conta na maior parte do ano e (dizem) até uma friaca considerável durante dois meses.

Ainda assim, não seja louco de perder o Mar Morto em uma visita à Jordânia. Ele é um combo de atrações para quem curte geografia, ciências, história, religião, política e até para quem quer apenas se divertir horrores.

Aliás, principalmente para quem quer apenas se divertir horrores. (mais…)

leia mais

7.jul.2014

Alguns acontecimentos recentes no Oriente Médio (acontecimentos tristes, só para variar) trouxeram de volta à superfície das notícias mundiais a diferença entre muçulmanos xiitas e sunitas. No meio de tudo isso, me meto a besta e venho aqui tentar explicar para você como surgiram os dois principais ramos do islamismo.

scottgunn (CC BY-NC 2.0)

Como de praxe, é uma explicação leve, sem entrar em detalhes. É só para você compreender a situação do mesmo jeito que eu: mais ou menos.

Para isso, voltemos para o início dos anos 600 d.C, onde hoje fica a Arábia Saudita. (mais…)

leia mais

23.jun.2014

O arquiteto iraniano Ali Akbar Esfahani era um sujeito determinado. Lá nos anos 1600, ele recebeu um trabalho gigantesco que precisou de 25 anos para ser concluído. Durante grande parte deste tempo, Ali enfrentou o ódio do seu cliente, que exigia mudanças no projeto para que a obra ficasse pronta logo e chegou até a pedir que as paredes fossem construídas antes mesmo das fundações estarem terminadas.

O cliente era ninguém menos que o xá Abbas I, da Pérsia, o monarca responsável pela construção das maiores maravilhas arquitetônias do Irã, mas também um tirano sanguinolento que matou e cegou seus próprios filhos, irmãos e pai para não ser ameaçado no trono.

Mesmo com um patrão de currículo tão assustador, Ali fincou pé, disse que não mudaria nada e não mudou. Sua obra, a Mesquita do Imã, em Esfahan, não ficou totalmente pronta antes do governante morrer, mas o resultado já mostrava que seria bom e Ali (que chegou a sumir por um tempo, para não ser executado), acabou recebendo o perdão real pela teimosia.

Hoje Ali Akbar Esfahani tem uma estátua na cidade. E nós temos a Mesquita do Imã para admirar. (mais…)

leia mais

10.jun.2014

Tenho um carinho especial pelo Sudeste Asiático, onde estive em 2008 e passei um mês perfeito entre Camboja, Vietnã e Laos. Um carinho que vem da minha ótima experiência naqueles países, do fato daquela ter sido a minha primeira grande aventura em um destino “exótico” e, principalmente, porque foi aquela viagem que me fez escrever um blog.

Eu sofri para conseguir informações sobre os três países naquela época. Não sei se isso aconteceu por total incapacidade mental minha ou por falta de conteúdo disponível mesmo, mas aquilo me fez decidir que, na volta, eu iniciaria um espaço para compartilhar tudo que aprendesse durante a viagem. (mais…)

leia mais

2.jun.2014

Quem viveu a virada dos anos 80 para os 90 leu muitas notícias sobre um lugar chamado Curdistão e um tal de “povo curdo”.

Infelizmente, eram apenas notícias terríveis, que falavam de refugiados, genocídio, armas químicas e atrocidades cometidas, na maioria das vezes, pelo ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, durante a guerra Irã-Iraque.

Um curdo mandando ver no seu narguile. (Gabriel Prehn Britto – CC BY-NC-SA 2.0)

Eu vivi aqueles tempos e não entendi muita coisa na época (adolescente besta, sabe como é), mas acabei me informando sobre o assunto nos anos seguintes e descobri que lugar chamado Curdistão se espalhava por quatro países, inclusive pelo Irã.

Vários anos mais tarde, ele virou meu primeiro destino depois de Teerã.

(mais…)

leia mais