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Coreia do Norte: o país mais estranho do mundo é um país deste mundo

1.out.2012

O primeiro contato com eles foi ainda no aeroporto de Pequim, no meio daqueles estrangeiros visivelmente enlouquecidos com o início da aventura.

Ali, de repente, começaram a surgir pessoas carregando aquela marca inconfundível: os bótons vermelhos, com o rosto sorridente de Kim Il-sung sozinho ou ao lado do rosto sorridente do seu filho Kim Jong-il.

Respectivamente, os rostos sorridentes do Grande Líder e do Querido Líder.

Eram os norte-coreanos que eu tanto esperava. Mas ao contrário do que todos os programas de TV e reportagens indicam por aí, não havia nada de raiva ou vontade de destruir o mundo naquelas pessoas. Pelo menos não de forma aparente. De diferente de nós, apenas o hábito que alguns povos têm de ignorar filas, mesmo as do check-in.

Aquele contato foi uma prévia do que mais me marcou nos 6 dias em solo norte-coreano: ver cidades tão normais, com pessoas tão normais, no meio de um clima tão diferente.

A Coreia do Norte foi proclamada como República Popular Democrática da Coreia em 9 de setembro de 1948. Foi nessa data que o país passou a ser oficialmente uma nação, com Kim Il-sung na liderança e em busca de dois objetivos principais: implementar o comunismo no seu território e se transformar em um Deus para os seus conterrâneos.

As duas metas foram alcançadas com folga.

Durante um bom punhado de anos, enquanto a União Soviética existia, a Coreia do Norte chegou a ser um sucesso comunista, com economia mais forte do que a vizinha do sul. Até hoje, as maiores obras que o país fez foram realizadas no período em que Kim Il-sung governou a nação vivo – e muitas outras foram levantadas em seu nome nas últimas duas décadas, desde quando ele passou a governar os norte-coreanos morto, conforme garante a constituição local.

Ao mesmo tempo, a máquina de propaganda do governo trabalhava com perfeição para transformar o líder em um ser divino, responsabilizando exclusivamente ele (e mais tarde também o seu filho) por tudo de bom que acontecia no país mesmo nos momentos mais difíceis.

Uma viagem turística ao país gira basicamente em torno desses assuntos: o “sucesso” comunista e a divindade e a sabedoria de Kim Il-sung.

O exemplo mais fantástico e embasbacante é o Mass Games, também conhecido como Arirang (nome do espetáculo encenado até este ano). Um show de sincronismo, acrobacias, danças, pirotecnia e propaganda pró-comunismo e pró-dinastia Kim que não tem como explicar (mas tentarei fazer isso em um outro post).

Mesmo sabendo que você está naquele estádio enorme para ver uma história que é uma metáfora de uma suposta vida de um ditador, é impossível não se emocionar muito com a energia da multidão na arquibancada e no palco (são mais de 100 mil participantes).

Um espetáculo grandioso como uma abertura de Olimpíada e que não deve nada, nada, nadica a um Cirque du Soleil da vida.

Saindo da encenação, a vida real também mostra que Kim Il-sung atingiu em cheio os seus objetivos.

Nas ruas de Pyongyang, as pessoas são praticamente iguais, desde os cortes de cabelo até as roupas – terno azul marinho ou marrom-esverdeado para os homens, camisa clara e saia escura para as mulheres. Quase não existem lojas e os militares estão em tantos lugares que posso apostar que 90% dos homens do país trabalham para o exército. Os prédios têm o mesmo estilo e as mesmas cores: amarelo, verde, rosa ou cinza (que eu não consegui ver se era cinza de cimento, por falta de acabamento, ou se era tinta cinza mesmo). Todos, sem exceção, precisando urgentemente de reformas e completamente desbotados.

Nem um complexo de prédios construídos nos anos 90, que destoam da arquitetura quadrada dos outros e que são um dos maiores símbolos de modernidade da capital, aparecendo em vários cartões postais, resistem a uma olhada mais próxima. Eles também precisam de reformas.

O comunismo dos Kim não tem dinheiro para reparos nos edifícios da cidade-modelo onde apenas as pessoas mais inofensivas ao regime moram, protegidos dos seus conterrâneos por barreiras militares nas estradas. Barreiras, aliás, comuns a todas as cidades, já que as pessoas são proibidas de viajar entre elas sem autorização do governo.

Conservado e impecável, por lá, só os monumentos e os prédios governamentais mesmo. E são muitos.

No primeiro dia da viagem, por exemplo, visitamos nada menos que 11 lugares.

É um número grande, claro, mas a verdade é que alguns deles não precisam de mais do que 15 minutos de visita. É o tempo necessário para ver o que é possível, ouvir as explicações sobre a sua história e, claro, conhecer a relação de cada um com o Grande Líder:

“O presidente Kim Il-sung esteve aqui em 1990 e nos disse para fazer assim e assado.”

“Esse monumento tem 70 metros de altura, que representam os 70 anos do presidente Kim Il-sung na época da sua inauguração.”

Se o Grande Líder esteve em algum local em algum dia da sua vida, pode ter certeza de que isso vai ser mencionado. E certamente vai haver uma foto dele, no maior tamanho possível, em alguma parede de destaque, com ou sem uma foto de tamanho idêntico do seu filho, ao lado.

Diante dessas imagens e também das estátuas, convém ser respeitoso e fazer reverência quando o guia local indicar.

Para o norte-coreano médio, Kim Il-sung é deus (ele conseguiu, lembra?) e você não vai querer ofender aquelas pessoas. Até porque ofender o guia não é uma boa ideia. Além de ser uma estupidez sob o ponto de vista humano, já que ele é apenas um pobre trabalhador que crê inocentemente em um homem, também é sob o ponto de vista turístico.

Explico: é que, apesar de todo o tour ser organizado por uma agência estrangeira (no meu caso, a Koryo Tours), quem manda na viagem é o guia local. Ele é quem tem o poder para decidir onde o grupo vai e quanto tempo vai ficar. Se ele ficar cabreiro com o seu grupo, provavelmente vai atrapalhar a sua viagem. Como? Mandando o motorista dirigir mais devagar, para não dar tempo de ver tudo, por exemplo.

Pode parecer maldade da parte dele, mas não é.

 O guia é apenas um funcionário público (como todos os norte-coreanos) com uma responsabilidade enorme nas costas: qualquer problema que acontecer com o grupo é culpa dele. Por isso ele só relaxa quando passa a confiar em todos – e desrespeitar a imagem de Kim Il-sung não é um indicativo de que você é confiável.

Se, por exemplo, algum engraçadinho escapar para dar uma voltinha desacompanhado na rua (algo proibido e avisado a todos os turistas), ele é quem vai levar o esporro dos chefes. Ele é quem vai ter o seu emprego ameaçado e, consequentemente, seu padrão de vida, sua família e seus sonhos.

Sonhos? Padrão de vida?

Sim.

É ridículo lembrar disso, mas no meio de todo o bombardeio de informações clichê que recebemos do país, mostrando tudo aquilo que você já sabe, é preciso um esforço para se dar conta de uma obviedade: os norte-coreanos médios são pessoas normais, com rotinas, desejos e preocupações idênticos ou muito parecidos com os nossos aqui do lado ocidental do mundo.

Eu comecei a me dar conta no aeroporto de Pequim, no primeiro contato com eles, citado no início deste post.

Depois continuei no aeroporto de Pyongyang, lotado como qualquer aeroporto de capital do mundo. E segui durante todos os outros dias, vendo uma cidade normal, com as pessoas em cenas que poderiam estar acontecendo na frente da minha casa: indo para o trabalho ou voltando dele, pegando ônibus e bondes lotados, andando de bicicleta, descansando ou brincando nas praças, a caminho da escola, pescando, remando ou estudando na beira do rio Taedong, fazendo piqueniques nos parques, dançando e cantando em um feriado ensolarado.

Até nos deslocamentos para as duas cidades que visitei no interior (Nampo e Kaesong), o cenário não era muito diferente do que eu veria em uma viagem pelo interior do Brasil: plantações, morros, vilas simples (com prédios precisando de reformas ainda mais urgentes do que os de Pyongyang) e pessoas trabalhando.

Uma vida diária relativamente parecida com a do nosso mundo, só que em um cenário pobre, com luzes fracas (mas longe da escuridão total), tráfego leve (mas longe do inexistente), com cartazes revolucionários e imagens do Grande e do Querido Líder para todos os lados.

Não, eu não esqueci que os turistas só passam por lugares previamente definidos pelo governo e que obviamente o que eu vi foi apenas isso. Eu sei. Mas foi o que eu vi e vai ser o que você também vai ver se for para lá.

Para os turistas, a Coreia do Norte é tudo aquilo que se imagina. Mas, ao mesmo tempo, não é tudo aquilo que se imagina. E isso faz a experiência norte-coreana ser ainda melhor.

*****

Gabriel Quer Viajar foi para a Coreia do Norte com o apoio exclusivo da Koryo Tours.


          


71 Comentários »

  • henrique martin disse:

    sensacional. essa noção de “deus” do grande líder eu não tinha muita ideia. quero mais :)

  • Gustavo Borille disse:

    Excelente post! Texto e fotos! Parabéns!

  • Adriana Balreira disse:

    Adorei o post. Vc vai falar mais da viagem? Vai fazer mais post sobre?
    Beijos
    Adriana

  • Julia disse:

    Sen-sa-cio-nal. Devorei o texto e já fico esperando os próximos :D

    O Arirang é uma monstruosidade, tá louco!

  • Marcie disse:

    Sensacional. Quero mais, muito mais. (e eu não parafraseei o Henrique, ele é que leu meu pensamento…!).

  • Marcie disse:

    Ah, sim, esqueci: fantásticas as fotos. Eu fiquei surpresa com o fato de ser autorizado o uso de máquinas fotográficas, estou amando!

  • Gabriel Prehn Britto (author) disse:

    Obrigado a todos pelos elogios e compartilhamentos! =)
    Henrique, Marcie e Adriana: virão mais posts e mais fotos! Esse é só o primeiro, com impressões gerais. Depois vou ser mais específico.

  • leila disse:

    texto ótimo,fotos lindíssimas. estamos viajando contigo,Gabi!

  • Mirelle disse:

    O texto ficou ótimo (como eu já sabia que seria), mas ainda melhor é o seu olhar sobre o país e as suas reflexões sobre a viagem. Só aumentou a minha vontade de viver essa experiência.

    Parabéns pelas fotos. Lindas!

  • Bruno Vilaca disse:

    Muito bom!

  • Mateus disse:

    Muito legal o relato!

    Fico me perguntando se no interior do país, existem forças revolucionárias preparando uma guerra contra o governo, mas pelo que você relatou, dificilmente, vamos ficar sabendo. Algum dia, quem sabe.

  • d-_-b disse:

    Já virou moda todos acharem lindo essa grande admiração do povo por seus Líderes, mas o fato é que esse país é a prova viva e contemporânea de que o comunismo é uma farsa.

  • Loeni disse:

    Adorei a introdução da viagem e achei lindas as fotos.

  • Kicha disse:

    Duca. Deve ser uma experiência incrível visitar a Coreia do Norte. As fotos estão demais. Tudo parece muito demais, em todos os sentidos. :)

  • Kicha disse:

    O que tu falou sobre “ofender o guia” é muito verdadeiro. Por mais que tu não concorde com o regime ou tenha críticas, o mínimo que tu pode fazer é ter respeito por quem vive aquilo diariamente. Imagino que a possibilidade de ver um outro lado da história deva ser uma oportunidade única. Por exemplo: independente dos seus significados, o Mass Games deve ser impressionante. Abraço.

  • Carina-Senzatia disse:

    Muito empolgada para ler os próximos posts!! :)

  • Sensho disse:

    Caro Gabriel, que relato sensível e fora do comum. Viajar é isso mesmo, descobrir o que está por baixo do véu (ali na Coreia do Norte, mais que um véu, um grosso tecido ideológico que parece cobrir tudo e todos). Parabéns pelo post!

  • Nicole Schiper disse:

    …só com este post, já dá a resposta pra aquela pergunta fatal: Por que pra lá???

    Parabéns Gabi

  • Bruna Ribeiro disse:

    Muito interessante, Gabriel! Incrível como o mundo é muito mais do que imaginamos e temos sempre um ponto de vista diferente. Obrigada por nos proporcionar essas informações :)

  • Maryanne disse:

    Gabriel, que fotos maravilhosas. O Mass Games deve ser emocionante demais. Adorei o texto tb, nāo imaginava nada disso. Looking forward pelo proximo post.

  • Bóia Paulista disse:

    Oi, Gabe. Tudo bem? :)

    Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Natalie – Boia Paulista

  • Tiago disse:

    Texto e fotos belíssimos. Que país e povo fotogênicos!!

  • Luciana Betenson disse:

    Demais Gabe! As fotos estão arrasadoras. Valeu seu trabalho de separá-las :-) O Mass Games deve ser sensacional. E descobri que não só a comida é parecida com a da Coréia do Sul mas a roupa típica é igual :-D Tenho em casa um vestidão destes tipo “bujão” em cor-de-rosa hehe :-D Adorei te conhecer pessoalmente. Beijos!

  • Rê Fialho disse:

    Bahh, se puxou nas fotos! Parabéns!!!

  • Patricia disse:

    As fotos tão incríveis!
    Pode compartilhar com a gente modelo, lentes e se usou algum filtro (nas próprias lentes ou no Photoshop)?

    ;)

  • Túlio disse:

    Até que enfim! AInda bem que nao foi o esperado, foi muito mais.

  • Guilherme Bongiolo disse:

    Muito bom, meu. Fico aguardando os outros posts.

  • yara xavier disse:

    Muito legal, Gabriel. Um país tão misterioso se revelando por lentes e palavras tão cheias de talento é uma delícia.

  • Helo disse:

    Obrigada por compartilhar conosco as suas experiencias..mal posso esperar pelos proximos posts!

  • Ana disse:

    Gabriel, lindo post, lindas fotos. Comovente. Parabéns! Já esperando pelos próximos!

  • Chico Luz disse:

    fantástico! Mal posso esperar pelo post do Arirang.

  • Alessandro disse:

    Genial, Gabriel. Fotos e textos National Geographic. Azar o deles não te contratarem. Parabéns com reverência.

  • Mariana Amaral disse:

    A série de posts mais aguardada dos últimos tempos!

    Eu também não sabia dessa questão da divindade. Explica muita coisa.

    As fotos estão incríveis. Depois conta como é o critério de seleção deles!

  • Mari Campos disse:

    Parabéns, Gabe. Não bastasse o relato lindo, as fotos estão simplesmente fan-tás-ti-cas.

  • Luciana Bordallo Misura disse:

    Fantástico o post e as fotos, parabéns Gabriel!

  • Jackie disse:

    Incrível! Estou impressionada com as fotos, especialmente a do espetáculo com tantas pessoas participando. Adorei o relato!
    abs,

  • Camila disse:

    Sensacional! Claro que já cliquei no banner na Koryo tours para analisar a possibilidade. :)

  • Junior disse:

    Gabriel,
    Sou vidrado em relatos de viagem como esse. Parabéns pela leveza do texto e por nos fazer viajar junto, sem ser protocolar… Obrigado mesmo!!!

  • Gabriel Prehn Britto (author) disse:

    Pessoal, mais uma vez, MUITO obrigado por todos os elogios e por todos os compartilhamentos. E aguardem que vem mais por aí! =)

  • Rafael Carvalho disse:

    Incrível, Gabriel, adorei as fotos e as histórias. Parabéns!

  • Laura disse:

    Demais ouvir um relato “mais próximo” deste país que nos parece tão estranho. Tô louca pra ler mais e saber as coisas mais óbvias tipo o “hotel”, a comida, os momentos de lazer da população, etc.
    :)

  • Igor disse:

    Sou teu fã, cara.

  • Tati Akamine disse:

    Adorei, Gabe!
    Eu já pensei muito sobre isso de “ver só o que eles deixam” e hoje eu acho que isso acontece em muitos níveis e em todos os lugares, não só na Coreia do Norte. Aliás, os lugares onde achamos que isso não acontece é que são os mais perigosos.

  • Camila Navarro disse:

    Ja te falei pessoalmente, mas vou repetir aqui: desse jeito, como vai sobrar tempo para eu conhecer Roma ou Paris? ;-)

    Adorei a introdução e sou mais uma das ansiosas pelos próximos posts!

  • Juliana disse:

    Uauuuu!! Essas são as fotos da Coréia do Norte mais linda que já vi!

    Belo post! It opened my mind. Nunca iria imaginar esse tipo de turismo na Coréia do Norte :)

    Quero mais!!

  • Alexandre Costa disse:

    Gabriel, o post ficou incrível! O relato está excelente e as fotos ficaram sensacionais. Já estou ansioso para ler o próximo post.

    Grande abraço e parabéns!

  • Sílvia Oliveira disse:

    Acho que tudo já foi dito nos comentários anteriores. Aproveito para ressaltar que este projeto é mais do que “bacana”, é pioneiro, inovador e vai trazer informações inéditas e isentas de uma realidade muito, mas muito distante da nossa. Parabéns!

  • Clarissa Donda disse:

    Fantástico post, Gabriel! E fotos ainda mais, especialmente pela sensibilidade de captar as pessoas nos seus cotidianos.

    Adorei, show mesmo… To aqui aguardando os próximos! :)

    Parabéns!

  • Luciano disse:

    Fantástico! Muito legal saber que tocam a vida de uma forma normal. Parabéns!

  • Gustavo - Viajar e Pensar disse:

    Oi Gabe

    Mandou bem de largada. As imagens estão muito legais.
    Gostei tb muito da clareza que colocas como a viagem foi patrocinada pela Koryo Tours.
    Parabéns ao pessoal da Koryo por patrocianar este belo projeto.

    Abraço

  • Wilian Delatorre disse:

    Que maravilha! Parabéns!

  • Augusto disse:

    Incrível relato!! Engraçado e emocionante. Espero que tenha mais! Parabéns!!

  • Rafael disse:

    Muito bom o relato!
    Ótimas fotos acompanhando o report.

    Parabéns!

  • Marcelo disse:

    Bah, valeu esperar UM TEMPÃO por este post. Experiência fantástica e única. Abração.

  • Luiz Jr. (Blog Boa Viagem) disse:

    IRAAAADO!
    Parabéns pelo post Gabe! :)
    Acompanhando de perto as suas atualizações!

  • Ricardo Freire disse:

    Arirang! Digo, show!

  • Claudio Sena disse:

    Gabriel, muito o bom o post. Adorei seu texto e as fotos ficaram massa. Parabéns. Sigo acompanhando. Um abraço.

  • CarlaZ disse:

    Já esperando os próximos posts, com essa introduçáo deu pra perceber que muita coisa legal vem por aí.
    Quando vc começou a falar no twitter (ou aqui, não lembro!) que iria pra Coréia do Norte, fiquei me perguntando como seria e percebi que tenho pouquíssimos (se aproximando de nenhum) elementos da Coréia do Norte na cabeça.
    Obrigada por compartilhar e ensinar um pouco de lá ;)

  • Lili-CE disse:

    Adorei. Foi como dar um rosto para alguém que a gente imagina. As fotos estão fantásticas. Também tô surpresa por terem permitido que fossem tiradas.

  • Diogo Avila disse:

    Toda vez que penso a respeito da Coréia do Norte, me pergunto sem qualquer pré julgamento, o que se passa de verdade na cabeça do povo que lá vive.
    Quais as aspirações e o que realmente eles pensam, justamente por parecerem viver em uma realidade tão diferente.
    Belíssimo relato.

  • Gullo disse:

    Muito bom o tão esperado primeiro post. Vai ter post falando do custo de uma viagempra lá? Neguinho tinha nocao de onde tu eras? Rolou algum momento “me caguei todo”? Putz, esta trip deve ter material para muita conversa. Abraco.

  • Arthur disse:

    Esse cara é bão. Audaciosamente indo aonde blogueiro nenhum jamais esteve!

  • Celina Martins disse:

    Eu tô aqui babando! Incrível, fantástico, super! Para mim só aquele espetáculo já seria uma experiência totalmente emocionante! Fiquei imaginando a sensação de estar ali e ver tudo o que nos contou com seus próprios olhos! Cara! d++++! Esperando os próximos posts! Parabéns!

  • Oscar | MauOscar.com disse:

    Gabe

    Simplesmente D+
    Tinha lido o post pelo celular, mas não tive tempo de comentar.
    Aguardando ansiosamente pelos próximos capítulos desta incrível viagem

    Abraço

  • Eugenio disse:

    Começo hoje uma campanha oficial para a Manuela e o Maroni fazerem sua lua-de-mel na Coreia do Norte. E que gostem tanto que acabem ficando.

  • Henry disse:

    Engraçado…esta de querer ser um Deus para seu povo.. ser lembrado apenas pelas coisas boas, sem as pessoas fazerem um mensuração do custo x benefícios destas coisas boas, me parece muito com um país, que agora não me lembro o nome, que tinha um presidente que se achava o “pai” dos pobres, que dizia que ia resgatar o orgulho nacional, que tudo de bom era obra dele, e tudo de ruim do “diabo” que governou o país antes dele.. que pediu para ficar doente para ser tratar no “maravilhoso” sistema de saúde público que ELE implantou, mas que quando ficou realmente doente, foi se tratar na Casa de Curadodói da Burguesia, que ele tanto diz que combatia… que, assim como na Coréia do Norte, também fez de seu filho um gênio das finanças, verdadeiro alquimista, que transformou pasto em ouro… enfim, é um país realmente igual à Coréia, mas não me lembro do nome deste país, pois neste momento esta lembrança seria não de um paraíso, mas de uma país, ainda cheio de mazelas.. e como a coisa é ruim, acho que adquiri a mesma doença de seu ex-lider: não vi, não tomei conhecimento e não me lembro…

  • Felipe França disse:

    O melhor e mais completo artigo sobre a Coréia do Norte, se acabasse aqui já seria fantástico, mas fico muito mais feliz em saber que vem mais por aí. Parabéns, já coloquei nos favoritos.

  • Lucia Malla disse:

    Simplesmente FENOMENAL!

  • Emília disse:

    Gabriel, a Lucia resumiu bem: fenomenal. Você sonhava com o país e isso se percebe na preocupação e carinho nas entrelinhas do seu (excelente) texto. Fico feliz quando vejo pessoas realizando seus sonhos e também quando leio posts como esse. Um grande abraço.

  • Arnaldo (Fatos & Fotos de Viagens) disse:

    É tão raro que dá gosto de ver um blog bem escrito. Posts como estes, com conteúdo, sensibilidade, informação, personalidade, fotos boas, inspirador e atraente, são TÂO raros hoje que quando vejo algo assim fico achando que a Internet ainda tem jeito…

    Muitos parabéns. Um espetaculo para consumir e reler.

  • Eliezer disse:

    Muito bom, vc poderia falar num post ai, sobre os meios de locomoção na Coreia do Norte, Carros, Onibus, Trem, etc…

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