Destaque

25.jan.2015

“No Facebook você vê as pingas que eu tomo, mas não vê os tombos que eu levo.”

Na mesma semana em que um amigo me escreveu a frase acima, o pessoal do 360 Meridianos fez um baita post falando sobre o mesmo assunto, mas enfocando a vida de viajante.

Na Geórgia, não esqueça: vulcanizadora é "vulkanizacia".

Na Geórgia, não esqueça: borracharia é “vulkanizacia”.

Nas certíssimas palavras da Natália Becattini, a autora do post, “o que as fotos daquele seu amigo que está há seis meses na estrada não mostram são os momentos nada glamorosos que ele enfrentou entre um clique e outro. (…) Raramente postamos fotos da nossa cara ao final de uma viagem de ônibus de 17 horas ou de quando sua mala é extraviada e você fica três dias usando a mesma roupa.”

Inspirado na frase que abre este post e nas palavras da Natália, selecionei algumas fotos minhas para contar o que aconteceu nos bastidores delas e que eu acabei não postando em Instagrams, Facebooks e Twitters por aí.

Ou seja: os tombos que eu levei por causa daquelas pingas.

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18.jan.2015

Guarde bem este nome quando for ao Irã: Xá Abbas I.

Ninguém discute que Ciro foi o maior de todos os governantes persas e também o mais conhecido – pelo menos até Hollywood apresentar o nome e os músculos de Xerxes ao mundo, no filme 300. Mas Abbas I não fica muito atrás no ranking de líderes locais. Aliás, pelo que li, arrisco a dizer que ele fica bem próximo do topo, até.

Abbas I (Foto: Baronnet - CC BY-SA 3.0)

Abbas I (Foto: Baronnet – CC BY-SA 3.0)

Este descendente da dinastia safávida começou sua carreira de chefão aos míseros 4 anos de idade, quando foi nomeado governador de um estado, logo depois que seu pai foi obrigado a mudar de cidade por problemas de saúde. Como a tradição mandava que sempre tivesse algum parente do xá vivendo no lugar, baby Abbas I recebeu as honras e foi deixado para trás, aos cuidados de pessoas fiéis ao governo. (mais…)

6.jan.2015

A vida é uma só, a grana é curta e a lista de desejos é longa, então é bem difícil que eu viaje duas vezes para algum lugar muito distante. Prova disso é que esta categoria de destinos tinha apenas dois países com mais de um carimbo nos meus passaportes, até setembro de 2014.

No mês seguinte pintou o terceiro: a Jordânia.

Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)

Minha primeira vez em solo jordaniano foi em março de 2013, quando visitei o país a convite da Jordan Tourism Board, a agência de turismo oficial de lá – leia relatos aqui, aqui, aqui e aqui.

Foi tão bom e surpreendente que meus pais, depois de escutarem as histórias que contei, decidiram que também queriam ir para a Jordânia.

E decidiram que essa viagem seria em 2014.

E que eu teria que ir junto. (mais…)

29.dez.2014

Cada ano do nosso calendário gregoriano (esse é o nome dele, para quem não sabe) é feito de uma quantidade enorme de viradas de ano em outros calendários de vários povos e culturas ao redor do mundo.

yasa_ (CC BY-NC-ND 2.0)

yasa_ (CC BY-NC-ND 2.0)

Em 2015, por exemplo, os tibetanos vão abrir seus espumantes logo ali em fevereiro, enquanto os iranianos vão comemorar o ano-novo persa em março e os judeus vão gritar “Shana Tovah!” em setembro – mesmo mês em que os etíopes vão fazer promessas para 2008, o novo ciclo do calendário local.

Os exemplos aqui em cima – e mais alguns – estão neste post que fiz para o blog da Youcom, onde eu escrevia até novembro. Porém, como esses “réveillons” diferentes são muitos e absurdamente interessantes, resolvi fazer outra lista neste post, especialmente nesta data, para que você tenha vontade de viver muitas viradas nos próximos 365 dias. (mais…)

29.abr.2013

“A culinária é o resultado da luta entre um povo e a sua terra”.

Quem me disse isso foi Nasrin Haddad Battaglia, iraniana de Teerã, chef do antigo restaurante Amigo do Rei e especialista em cozinha persa.

Pintura no palácio Chehel Sotoun, em Esfahan, Irã

Considerando que o Irã tem sei lá quantos climas e sabe-se lá quantos solos diferentes, dá para imaginar que a luta que gerou a culinária persa foi muito feia. Mas, pelo pouco que eu pude provar nos pratos da Nasrin, foi vencida pelo povo com um nocaute incontestável. (mais…)