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	<description>Viagem, cultura e curiosidades de destinos exóticos e diferentes</description>
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		<title>Duas novidades</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 10:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Prehn Britto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<description><![CDATA[Você reparou ali em cima, né?
Sim, este blog tem um novo patrocinador. E, mais uma vez, é um patrocinador que me deixa muito feliz, porque é a cara deste espaço.

É a agência de viagens Islândia Brasil, especializada em levar brasileiros para a ilha mais incrível da Europa.
A Islândia Brasil é o bebê de um apaixonado ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você reparou ali em cima, né?</p>
<p>Sim, este blog tem um novo patrocinador. E, mais uma vez, é um patrocinador que me deixa muito feliz, porque é a cara deste espaço.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://islandiabrasil.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-7703" title="Islandia Brasil" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/Islandia-Brasil-2.jpg" alt="" width="600" height="396" /></a></p>
<p>É a agência de viagens <a href="http://islandiabrasil.com.br/" target="_blank">Islândia Brasil</a>, especializada em levar brasileiros para a ilha mais incrível da Europa.<span id="more-7681"></span></p>
<p>A <a href="http://islandiabrasil.com.br/" target="_blank">Islândia Brasil</a> é o bebê de um apaixonado pela Björklândia, o Pedro Salassié.</p>
<p>Ele começou com muitos blogueiros, criando um site com a intenção de dar dicas para brasileiros que quisessem saber mais sobre a Islândia ou viajar até ela. Mas a vontade de levar as pessoas para conhecerem os islandeses e a quantidade de vezes que escutou <em>“Nossa, Islândia! Meu sonho é ir para lá!”</em> acabaram transformando o site de dicas em uma bela agência de viagens.</p>
<div id="attachment_7687" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.flickr.com/photos/tanzen80/7018574593/"><img class="size-full wp-image-7687" title="Tanzen80 (CC BY-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/Tanzen80-CC-BY-SA-2.0.jpg" alt="" width="600" height="600" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.iltanzen.it/" target="_blank">Tanzen80</a> (CC BY-SA 2.0)</p></div>
<div id="attachment_7688" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.flickr.com/photos/vicmontol/541610754/"><img class="size-full wp-image-7688" title="vicmontol (CC BY 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/vicmontol-CC-BY-2.0.jpg" alt="" width="600" height="425" /></a><p class="wp-caption-text">vicmontol (CC BY 2.0)</p></div>
<p>Para ficar ainda mais louco de vontade de conhecer a Islândia, recomendo fortemente que você dê um like <a href="https://www.facebook.com/pages/Isl%C3%A2ndia-Brasil/370346882979156" target="_blank">lá na fanpage da Islândia Brasil</a>. As curiosidades, as dicas e as fotos postadas são excelentes. Você vai querer ligar para o Pedro e embarcar no primeiro avião para Rejkjavík.</p>
<p>Bem-vinda, <a href="http://islandiabrasil.com.br/" target="_blank">Islândia Brasil</a>.</p>
<p style="text-align: center;">*****</p>
<p>Bom, essa foi a primeira novidade apresentada neste post.</p>
<p>A segunda é a nova periodicidade de atualizações do Gabriel Quer Viajar.</p>
<p>Não sei se você reparou que, atualmente, toda segunda-feira é dia de post novo. Essa ideia de colocar um post por semana começou há algum tempo, quando eu tinha um dia a mais para escrever e conseguia dividir minha atenção entre o meu trabalho, o trabalho no blog e o descanso.</p>
<p>Os problemas começaram a surgir quando esse meu dia livre extra desapareceu da minha agenda e fez com que os meus finais de semana passassem a ser de dedicação exclusiva ao blog.</p>
<p>Nos primeiros meses, tudo bem, fui levando. Mas, de uns tempos para cá, a falta de tempo começou a ficar pesada e resultou em um monte de pendengas pessoais esperando eternamente por uma resolução, cansaço extremo e até tendinite nos dois braços, de tanto digitar.</p>
<p>O Gabriel Quer Viajar é a minha válvula de escape, é onde eu mais relaxo e faço o que mais gosto, é onde eu me divirto. Em um mundo ideal, eu reduziria a carga de trabalho remunerado que tenho de segunda a sexta e me dedicaria mais ao blog, mas o mundo real não é ideal (ainda) e não posso fazer isso (ainda). Então a saída foi aumentar o tempo entre as atualizações.</p>
<p>Não foi uma decisão fácil, nem desejada. Na verdade, ainda tremo pensando nisso. Mas foi necessária.</p>
<p>A nova periodicidade já foi escolhida: segunda-feira sim, segunda-feira não, você vai ter novidades por aqui. É logico que isso não é uma obrigação e, sempre que der, esse tempo vai ser quebrado para publicações extras. Mas o básico é esse aí mesmo.</p>
<p>O lado bom? Além de um blogueiro mais descansado e com menos risco de surtar e sair pelado pela rua, esse aumento deve significar posts mais elaborados, já que vou ter mais tempo para pesquisa e seleção de fotos.</p>
<p>Obviamente, pretendo que essa mudança seja temporária e vou trabalhar para voltar logo a postar semanalmente ou até (quem sabe?) com frequência ainda maior. Quando isso acontecer, você vai ser avisado por aqui, pelo <a href="https://twitter.com/" target="_blank">Twitter</a>, pela <a href="https://www.facebook.com/GabrielQuerViajar" target="_blank">fanpage no Facebook</a> e tal.</p>
<p>É isso. Obrigado pela compreensão e até daqui a duas semanas (ou uma semana, ainda não decidi se esse post vale como atualização ou não. Aguarde.)</p>
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		<title>Reserva especial jordaniana</title>
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		<pubDate>Mon, 06 May 2013 10:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Prehn Britto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fale Jordânia e todo mundo vai pensar em Petra. Peça para as pessoas fazerem uma forcinha e elas vão pensar em areia e deserto. É justo. A Jordânia é menor do que o estado de Santa Catarina e tem 85% da área coberta por eles, os desertos.
No meio desse areião não dá para esperar encontrar ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fale <em>Jordânia</em> e todo mundo vai pensar em Petra. Peça para as pessoas fazerem uma forcinha e elas vão pensar em areia e deserto. É justo. A Jordânia é menor do que o estado de Santa Catarina e tem 85% da área coberta por eles, os desertos.</p>
<p>No meio desse areião não dá para esperar encontrar uma Amazônia, é óbvio. Mas existem algumas poucas paisagens com verde, árvores, bichos e tal.</p>
<p>E pelo menos uma delas é linda demais da conta.</p>
<div id="attachment_7633" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/102.jpg"><img class="size-full wp-image-7633" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/102.jpg" alt="" width="600" height="420" /></a><p class="wp-caption-text">Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)</p></div>
<p>É a <a href="http://www.rscn.org.jo/orgsite/RSCN/HelpingNature/ProtectedAreas/DanaBiosphereReserve/tabid/93/Default.aspx" target="_blank">Reserva da Biosfera Dana</a>, nada menos que o maior programa de preservação natural com desenvolvimento social do Oriente Médio.<span id="more-7625"></span></p>
<p>Tudo começou lá no início dos anos 90, quando um grupo de pessoas saiu pela Jordânia, procurando e catalogando lugares escondidos que ainda mantinham culturas ancestrais do país. No meio da expedição, elas encontraram um vilarejo praticamente abandonado e perceberam que existia algo interessante nele.</p>
<div id="attachment_7634" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/16.jpg"><img class="size-full wp-image-7634" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/16.jpg" alt="" width="600" height="399" /></a><p class="wp-caption-text">Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)</p></div>
<p>Esse vilarejo estava no meio de um parque nacional criado pouco tempo antes, mas que ainda não recebia muita atenção do governo. Ambos, parque e vilarejo, dividiam o nome Dana, por causa de um dos vales que existem no parque.</p>
<p>O grupo resolveu mudar aquela situação e começou a trabalhar para revitalizar o lugar e levar seus antigos moradores de volta para lá.</p>
<p>No meio dos trabalhos, conseguiu a atenção de uma organização não-governamental e sem fins lucrativos, mas profundamente apoiada pelo estado jordaniano: a <a href="http://rscn.org.jo/orgsite/RSCN/tabid/54/language/en-US/default.aspx" target="_blank">Royal Society for the Conservation of Nature</a> (RSCN), fundada em 1966 e responsável oficial pela preservação da natureza no país, que percebeu que o parque ao redor do vilarejo era uma área fantástica para pesquisas biológicas e arqueológicas.</p>
<p>Assim foi criada a Reserva da Biosfera Dana. A primeira do tipo no país e exemplo no mundo inteiro.</p>
<div id="attachment_7647" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/01.jpg"><img class="size-full wp-image-7647" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/01.jpg" alt="" width="600" height="337" /></a><p class="wp-caption-text">Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)</p></div>
<p>Hoje, a Reserva da Biosfera Dana tem 320 km2, vai de uma altitude de 1500 metros acima do mar até 200 metros abaixo dele e dá para dizer que é uma réplica biológica em miniatura da Jordânia, porque é a única reserva que engloba os 4 tipos de zonas biogeográficas do país (a mediterrânea, a árabe-saariana e outras duas com nomes esquisitos que não consegui traduzir).</p>
<p>Desde o início das pesquisas, a RSCN já encontrou centenas de espécies de vegetais na reserva, três delas desconhecidas para a ciência até então e existentes apenas lá. Além disso, registrou uma penca de bichos em uma lista que vai de falcões a cobras, passando pelo símbolo da própria RSCN, o íbex, chamado pelos entendidos de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Capra_nubiana" target="_blank">capra nubiana</a>. Para você ter uma ideia, isso significa “apenas” 1/3 das espécies de plantas e metade dos bichos e aves do país.</p>
<div id="attachment_7635" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/Feynan-Ecolodge.jpg"><img class="size-full wp-image-7635" title="Feynan Ecolodge" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/Feynan-Ecolodge.jpg" alt="" width="600" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">© <a href="http://www.feynan.com/" target="_blank">Feynan Ecolodge</a></p></div>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/rscn-logo-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7640" title="Logo RSCN" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/rscn-logo-1.jpg" alt="" width="600" height="297" /></a></p>
<p>Tudo muito legal, mas dá para passar um tempo nessa reserva tão protegida?</p>
<p>Sim. E, segundo todos os guias que li, você vai querer ficar bem mais do que imaginou.</p>
<p>Quando a notícia da existência desse pequeno paraíso jordaniano se espalhou pelos viajantes mais antenados, a RSCN resolveu estimular o ecoturismo também, criando trilhas, formando guias entre as comunidades locais e organizando tudo para receber a turistada de forma ecologicamente responsável. Nesse pacote, ela incluiu a criação de três tipos de acomodações em lugares diferentes da reserva.</p>
<div id="attachment_7648" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/05.jpg"><img class="size-full wp-image-7648" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/05.jpg" alt="" width="600" height="413" /></a><p class="wp-caption-text">Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)</p></div>
<p>Uma delas, a mais simples, é um acampamento chamado Rummana, que fica em uma área alta, com uma vista panorâmica maravilhosa. É a única forma de acampar dentro da reserva e os visitantes não precisam levar suas próprias barracas (aliás, nem podem): toda a infraestrutura já está lá, limpa e bonita, incluindo as tendas de dormir, a área onde comer e os banheiros compartilhados.</p>
<div id="attachment_7671" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/800px-Rummana_Campsite_Dana_Reserve_01.jpg"><img class="size-full wp-image-7671" title="Bernard Gagnon (CC BY-SA 3.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/800px-Rummana_Campsite_Dana_Reserve_01.jpg" alt="" width="600" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Bernard Gagnon (CC BY-SA 3.0)</p></div>
<div id="attachment_7650" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/08.jpg"><img class="size-full wp-image-7650" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/08.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)</p></div>
<div id="attachment_7644" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/09.jpg"><img class="size-full wp-image-7644" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/09.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)</p></div>
<div id="attachment_7645" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/18.jpg"><img class="size-full wp-image-7645" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/18.jpg" alt="" width="600" height="376" /></a><p class="wp-caption-text">Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)</p></div>
<div id="attachment_7651" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/100.jpg"><img class="size-full wp-image-7651" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/100.jpg" alt="" width="600" height="418" /></a><p class="wp-caption-text">Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)</p></div>
<p>Outra opção é ficar na própria Vila de Dana, a mesma que foi (e continua sendo) recuperada, onde as alternativas são duas pousadas independentes ou a pousada da RSCN, chamada apenas de Guesthouse, que me pareceu ser a melhor escolha.</p>
<p>A vila fica em uma área ainda mais bonita que a do acampamento Rummana, na beira de um penhasco, virada para um vale. Suas casas mantêm a arquitetura de antigamente (da era otomana), o clima é fantástico e o silêncio é maravilhoso. Perfeita.</p>
<div id="attachment_7641" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/103.jpg"><img class="size-full wp-image-7641" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/103.jpg" alt="" width="600" height="405" /></a><p class="wp-caption-text">Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)</p></div>
<div id="attachment_7652" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/10.jpg"><img class="size-full wp-image-7652" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/10.jpg" alt="" width="600" height="385" /></a><p class="wp-caption-text">Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)</p></div>
<div id="attachment_7653" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/11.jpg"><img class="size-full wp-image-7653" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/11.jpg" alt="" width="600" height="374" /></a><p class="wp-caption-text">Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)</p></div>
<div id="attachment_7654" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/14.jpg"><img class="size-full wp-image-7654" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/14.jpg" alt="" width="600" height="525" /></a><p class="wp-caption-text">Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)</p></div>
<div id="attachment_7655" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/105.jpg"><img class="size-full wp-image-7655" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/105.jpg" alt="" width="600" height="461" /></a><p class="wp-caption-text">Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)</p></div>
<div id="attachment_7657" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/15.jpg"><img class="size-full wp-image-7657" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/15.jpg" alt="" width="600" height="382" /></a><p class="wp-caption-text">Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)</p></div>
<p>Infelizmente não consegui visitar a terceira opção, mas pelo que li e vi em fotos, ela também me pareceu perfeita. Se não for, pelo menos é a mais cool, elegante, silenciosa, pacífica e eco-friendly, tanto que já ganhou um mundaréu de prêmios por aí.</p>
<div id="attachment_7659" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/Feynan-Ecolodge-3.jpg"><img class="size-full wp-image-7659" title="Feynan Ecolodge" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/Feynan-Ecolodge-3.jpg" alt="" width="600" height="397" /></a><p class="wp-caption-text">© <a href="http://www.feynan.com/" target="_blank">Feynan Ecolodge</a></p></div>
<p>O <a href="http://www.feynan.com/" target="_blank">Feynan Ecolodge</a> é um hotel isolado no meio da reserva. Tão isolado que não é possível chegar nele de carro: é preciso fazer 8 km em um 4X4 ou caminhar entre 5 ou 7 horas desde a vila de Dana.</p>
<p>A recompensa pelo esforço é ficar em um lugar lindo demais, onde apenas banheiros, cozinha e escritórios de trabalho são iluminados por energia elétrica &#8211; e, ainda assim, energia gerada por painéis solares. Todo o resto é iluminado por velas “e pelas estrelas do céu”, como a publicidade do lodge diz.</p>
<div id="attachment_7660" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/Brian-Scannell-2.jpg"><img class="size-full wp-image-7660" title="Feynan Ecolodge. Photo by Brian Scannell" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/Brian-Scannell-2.jpg" alt="" width="600" height="363" /></a><p class="wp-caption-text">© <a href="http://www.feynan.com/" target="_blank">Feynan Ecolodge</a>. Photo by Brian Scannell</p></div>
<div id="attachment_7661" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/Bashar-Alaeddi.jpg"><img class="size-full wp-image-7661" title="Feynan Ecolodge. Photo by Bashar Alaeddi" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/Bashar-Alaeddi.jpg" alt="" width="600" height="383" /></a><p class="wp-caption-text">© <a href="http://www.feynan.com/" target="_blank">Feynan Ecolodge</a>. Photo by Bashar Alaeddi</p></div>
<p>Em todas as opções, a rotina diária é praticamente a mesma: dormir, comer e passear pela reserva em trekkings e pedaladas que podem durar de uma hora até um dia inteiro, por entre pedras, rios (alguns são atravessados com água pelo peito), vales, montanhas, desertos e vestígios de civilizações que vão desde a pré-história, passam pelos nabateus (aqueles de Petra) e chegam aos romanos.</p>
<div id="attachment_7662" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/101.jpg"><img class="size-full wp-image-7662" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/05/101.jpg" alt="" width="600" height="405" /></a><p class="wp-caption-text">Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)</p></div>
<p>Opa, eu falei “desertos”? Sim, é claro. As fotos do Feynan já mostram que ele fica no meio de um deserto. Em um país com tantos, nem Dana conseguiu fica sem o seu.</p>
<p>(Para informações atualizadas e completas sobre como chegar e sobre os locais onde se hospedar em cada uma dessas opções na Reserva Dana, <a href="http://rscn.org.jo/orgsite/wj/Home/tabid/143/language/en-US/Default.aspx" target="_blank">acesse o site da Wild Jordan</a>, o braço ecoturístico da RSCN. Ou, no caso do Feynan Ecolodge, acesse o <a href="http://www.feynan.com/" target="_blank">próprio site do hotel</a>.)</p>
<p>(Leia também <a href="http://gabrielquerviajar.com.br/2013/04/jordania-um-pais-de-muitos-tesouros/" target="_blank">o primeiro post da viagem à Jordânia</a>.)</p>
<p style="text-align: center;">*****</p>
<p><strong>Gabriel Quer Viajar foi para a Jordânia em uma <a href="http://gabrielquerviajar.com.br/2013/04/viagem-a-convite-como-isso-funciona/" target="_blank">press trip</a> oferecida pela <a href="http://www.visitjordan.com/" target="_blank">Jordan Tourism Board</a>.</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Temperada com milênios de história</title>
		<link>http://gabrielquerviajar.com.br/2013/04/culinaria-iraniana-temperada-com-milenios-de-historia/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Apr 2013 10:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Prehn Britto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Irã]]></category>
		<category><![CDATA[Amigo do Rei]]></category>
		<category><![CDATA[cadbanou Nasrin]]></category>
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		<category><![CDATA[ingredientes iranianos]]></category>
		<category><![CDATA[Nasrin Haddad Battaglia]]></category>
		<category><![CDATA[Persa]]></category>
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		<description><![CDATA[“A culinária é o resultado da luta entre um povo e a sua terra”.
Quem me disse isso foi Nasrin Haddad Battaglia, iraniana de Teerã, chef do antigo restaurante Amigo do Rei e especialista em cozinha persa.
Considerando que o Irã tem sei lá quantos climas e sabe-se lá quantos solos diferentes, dá para imaginar que a ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“A culinária é o resultado da luta entre um povo e a sua terra”.</p>
<p>Quem me disse isso foi <a href="http://azizamiran.blogspot.com.br/2012/09/cadbanou-nasrin-pioneira-da-culinaria.html" target="_blank">Nasrin Haddad Battaglia</a>, iraniana de Teerã, chef do antigo restaurante <a href="http://amigodorei.com.br/" target="_blank">Amigo do Rei</a> e especialista em cozinha persa.</p>
<div id="attachment_7594" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Shah_Abbas_I_and_Vali_Muhammad_Khan.jpg"><img class="size-full wp-image-7594" title="Shah_Abbas_I_and_Vali_Muhammad_Khan" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Shah_Abbas_I_and_Vali_Muhammad_Khan.jpg" alt="" width="600" height="378" /></a><p class="wp-caption-text">Pintura no palácio Chehel Sotoun, em Esfahan, Irã</p></div>
<p>Considerando que o Irã tem sei lá quantos climas e sabe-se lá quantos solos diferentes, dá para imaginar que a luta que gerou a culinária persa foi muito feia. Mas, pelo pouco que eu pude provar nos pratos da Nasrin, foi vencida pelo povo com um nocaute incontestável.<span id="more-7556"></span></p>
<p>O mérito dessa vitória não é apenas dos persas, é claro.</p>
<p>Em um país de 5 mil anos de idade, que já foi dominado por gregos, mongóis, árabes e uma penca de outros povos, e que foi percorrido por zilhões de viajantes antigos que iam do Ocidente para o Oriente (e vice-versa), a culinária iraniana tem influências de várias culturas e influenciou muitas também &#8211; o que torna bem grandes as chances de você já ter comido algo legitimamente persa.</p>
<p>Justamente por todo esse tempo de evolução, pelas influências e também pela variedade de regiões no país, é extremamente difícil definir a cozinha local.</p>
<div id="attachment_7579" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.flickr.com/photos/desmondkavanagh/2872503177/"><img class="size-full wp-image-7579" title="Desmond Kavanagh (CC BY-ND 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Desmond-Kavanagh-CC-BY-ND-2.0.jpg" alt="" width="600" height="353" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://desmondkavanagh.blogspot.com.br/" target="_blank">Desmond Kavanagh</a> (CC BY-ND 2.0)</p></div>
<p>Ela tem pratos com peixe, frango, cordeiro, gado, tâmaras, nozes, pistache, iogurte, açafrão, romã, alguns tipos de pães, arroz, uma frutinha selvagem chamada <em>zereshk</em> (que o Lonely Planet chama de <em>barberry</em>), berinjela, beterraba, limão persa, lima-da-pérsia, espinafre, pétalas de rosas, cardamomo e outros ingredientes que ainda não tenho nem ideia.</p>
<div id="attachment_7581" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.flickr.com/photos/jzielcke/4874968523/"><img class="size-full wp-image-7581" title="jzielcke (CC BY-NC-ND 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/jzielcke-CC-BY-NC-ND-2.0.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.flickr.com/photos/jzielcke/" target="_blank">jzielcke</a> (CC BY-NC-ND 2.0)</p></div>
<div id="attachment_7590" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.flickr.com/photos/extrajection/3447986588/"><img class="size-full wp-image-7590" title="David H-W (Extrajection) (CC BY-NC-ND 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/David-H-W-Extrajection-CC-BY-NC-ND-2.0.jpg" alt="" width="600" height="397" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.extrajection.com/" target="_blank">David H-W (Extrajection)</a> (CC BY-NC-ND 2.0)</p></div>
<p>Mas duas coisas são possíveis de dizer sem medo de errar: <a href="http://gabrielquerviajar.com.br/2012/01/se-voce-pensa-que-iraniano-e-arabe/" target="_blank">a cozinha iraniana não é árabe</a> (ao contrário do que muita gente pensa) e a combinação de todos esses sabores é única e totalmente surpreendente.</p>
<p>A filosofia dessa combinação é tão interessante quanto ela própria. Muito antes do Globo Repórter nos mostrar quais alimentos são saudáveis e quais devem ser evitados, os persas antigos já acreditavam que a dieta ideal tinha que ser pobre em ingredientes como carne vermelha, gordura e álcool, e rica em frutas, vegetais, peixes e frango.</p>
<p>Esses ingredientes eram separados em “quentes” (os mais pesados, que deveriam ser comidos em menor quantidade) e “frios” (os considerados mais leves e saudáveis). Mas o ideal não era abandonar os quentes, não. O segredo para viver bem era saber misturar os dois na medida certa.</p>
<div id="attachment_7608" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/imagem.jpg"><img class="size-full wp-image-7608 " title="Hot and Cold" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/imagem.jpg" alt="" width="600" height="385" /></a><p class="wp-caption-text">Romã (fria) e nozes (quentes) &#8211; <a href="http://www.flickr.com/people/globetrotter1937/" target="_blank">pizzodisevo, slowly i will recover</a> (CC BY-SA 2.0) | <a href="http://www.flickr.com/people/mollyeh11/" target="_blank">mollyeh11</a> (CC BY-NC-SA 2.0)</p></div>
<p>Eles souberam fazer isso com perfeição e eu tive o prazer de provar alguns exemplos no último dia 24 de abril, em pratos preparados pela chef Nasrin. Aliás, <em>chef</em> não: como a expressão francesa <em>chef de cuisine</em> não existe no idioma <a href="http://gabrielquerviajar.com.br/2012/01/se-voce-pensa-que-iraniano-e-arabe/" target="_blank">farsi</a>, o termo iraniano correto para definir mulheres com grande talento para a culinária é <em><a href="http://amigodorei.com.br/index.html" target="_blank">cadbanou</a></em>.</p>
<p>Naquele dia, aprendi que os iranianos comem com colher (deixando o garfo apenas para ajudar) e provei 4 pratos diferentes.</p>
<div id="attachment_7585" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/dicas.jpg"><img class="size-full wp-image-7585" title="Amigo do Rei" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/dicas.jpg" alt="" width="600" height="414" /></a><p class="wp-caption-text">Pequeno guia do <a href="http://amigodorei.com.br/" target="_blank">Amigo do Rei</a>, para orientar os clientes sobre alguns temas da cultura iraniana e do Irã</p></div>
<p>O primeiro foi o <em>borani-e labu</em>, uma mini-entrada feita com iogurte e beterraba, servida apenas como boas-vindas aos convidados. Também foi uma introdução a esses dois ingredientes de vários pratos iranianos.</p>
<p>Detalhes interessantes: o iogurte é feito em casa mesmo e a beterraba é vendida assada em barraquinhas nas ruas de lá, durante o inverno.</p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Prato-4-600.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7558" title="Iogurte e beterraba" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Prato-4-600.jpg" alt="" width="600" height="409" /></a></p>
<div id="attachment_7580" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.flickr.com/photos/tfunq/2195204485/"><img class="size-full wp-image-7580" title="TfUnQ (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/TfUnQ-CC-BY-NC-SA-2.0.jpg" alt="" width="600" height="425" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.flickr.com/people/tfunq/" target="_blank">TfUnQ</a> (CC BY-NC-SA 2.0)</p></div>
<p>O segundo prato foi a entrada propriamente dita: uma inacreditável sopa de pistache. Eu sou completamente leigo em culinária e talvez isso seja até comum, mas nunca havia sonhado em comer algo assim. Hoje sonho em comer de novo.</p>
<p>(Desculpe, a foto que fiz não ficou boa e não encontrei outra. Preferi não publicar nada.)</p>
<p>O prato principal foi algo que me dá taquicardia só de lembrar da emoção que senti quando provei. Foi o <em>fessenjan</em>, um clássico da cozinha persa: bolinhas de carne de gado com um molho de romã e nozes, servido com um arroz branco (de nome <em>basmati</em>) e um toque de açafrão.</p>
<p>Jamais vou me esquecer da surpresa quando coloquei a primeira colher na boca. Fiquei uns bons minutos rindo sozinho. Não vou escrever mais nada sobre o <em>fessenjan</em> porque é inútil e ainda pode estragar a sua surpresa. Simplesmente vá e experimente.</p>
<div id="attachment_7559" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Prato-2-600.jpg"><img class="size-full wp-image-7559" title="fessenjan" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Prato-2-600.jpg" alt="" width="600" height="625" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: divulgação Amigo do Rei</p></div>
<p>O quarto prato também foi emocionante e surpreendente, mas eu ainda estava em alfa por causa do <em>fessenjan</em> e acho que ele foi prejudicado por isso.</p>
<p>O <em>tahtin bo morgh</em> é feito de cubos de peito de frango com especiarias, açafrão, a tal da frutinha silvestre <em>zereshk</em> e um arroz servido em uma porção com uma crosta levemente torrada. Na verdade, esse era o prato servido para a minha mulher. Nós trocamos nossos pedidos em determinado momento, para que pudéssemos provar um sabor a mais.</p>
<div id="attachment_7560" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Prato-1-600.jpg"><img class="size-full wp-image-7560" title="tahtin bo morgh" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Prato-1-600.jpg" alt="" width="600" height="645" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: divulgação Amigo do Rei</p></div>
<p>Os pratos principais vinham acompanhados de uma porção pequena de creme de espinafre chamado borani, usado para limpar o paladar de vez em quando, e que era o preferido de Puran, uma antiga rainha persa.</p>
<p>Para finalizar, veio o <em>ranghinack</em>, uma receita antiga, feita com tâmaras recheadas com nozes e coberto com pistache picado. É uma sobremesa que nem sei se existem palavras em português capazes de fazer uma descrição justa. &#8220;Surreal&#8221; certamente é uma das palavras apropriadas.</p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Prato-3-600.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7562" title="ranghinack" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Prato-3-600.jpg" alt="" width="600" height="418" /></a></p>
<p>A noite foi longa e maravilhosamente agradável. Foram 4 horas de pratos e papo com a Nasrin e o Cláudio, seu marido e fiel escudeiro na vida e na cozinha.</p>
<p>Segundo o Lonely Planet, não é muito fácil encontrar os pratos acima nos restaurantes mais comuns do Irã, que se renderam ao kebab e ao fast food.</p>
<div id="attachment_7596" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.flickr.com/photos/indigoprime/2449040227/"><img class="size-full wp-image-7596" title="indigoprime (CC BY 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/indigoprime-CC-BY-2.0.jpg" alt="" width="600" height="305" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.nickt.com/" target="_blank">indigoprime</a> (CC BY 2.0)</p></div>
<p>Para provar essas maravilhas, o ideal é ter a sorte de ser convidado para uma refeição na casa de um iraniano &#8211; convite que tem grandes chances de acontecer se o visitante estiver aberto a experiências.</p>
<p>Se todos os iranianos forem como a Nasrin e o Cláudio, que me receberam na casa deles, concluo duas coisas: quero muito ser convidado por lá e o Irã é o centro universal da gastronomia e da simpatia.</p>
<p>Só falta o mundo deixar de lado os preconceitos e descobrir isso.</p>
<p style="text-align: center;">*****</p>
<p><strong>Sobre o Amigo do Rei</strong></p>
<p><a href="http://amigodorei.com.br/"><img class="size-full wp-image-7567 alignleft" title="Amigo do Rei" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Logo-Amigo-do-Rei.jpg" alt="" width="300" height="187" /></a>O Amigo do Rei <a href="http://www.amigodorei.com.br/hist.html" target="_blank">nasceu em 1998, em Paraty</a>. Ficou lá por 4 anos, mudou para Belo Horizonte e, mais tarde, para São Paulo.</p>
<p>Entre a primeira abertura e o fechamento (em 2011), ele ganhou estrelas em 11 edições do <a href="http://viajeaqui.abril.com.br/guia4rodas" target="_blank">Guia 4 Rodas</a>, apareceu em listas de melhores restaurantes do Brasil e foi frequentado por clientes do porte de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Autran" target="_blank">Paulo Autran</a>.</p>
<p>Hoje, o <a href="http://amigodorei.com.br/" target="_blank">Amigo do Rei</a> não existe mais como um restaurante. Agora a cadbanou Nasrin trabalha apenas com 3 serviços: chef a domicílio, almoços ou jantares na casa dela mesma e pratos persas congelados.</p>
<p>Para maiores informações e <a href="http://amigodorei.com.br/pratos.html" target="_blank">descrições monumentais</a> (muito melhores do que as minhas) <a href="http://amigodorei.com.br/" target="_blank">visite o site do serviço</a>, que ainda mantém o nome de sempre.</p>
<p>E quando chegar a sua vez de experimentar essas maravilhas milenares, não esqueça de providenciar um vinho. Porque comida persa acompanhada de álcool é um prazer que você não vai conseguir ter facilmente, nem legalmente, no Irã.</p>
<p style="text-align: center;">*****</p>
<p><strong>Importante: este post não é publieditorial. Ele é de coração mesmo. Minha conta do jantar foi paga com muito gosto e agora faço propaganda do talento da Nasrin sem dó.</strong></p>
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		<title>&#8220;Réveillon&#8221; em Luang Prabang</title>
		<link>http://gabrielquerviajar.com.br/2013/04/ano-novo-laos-luang-prabang/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Apr 2013 10:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Prehn Britto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Laos]]></category>
		<category><![CDATA[ano novo laos]]></category>
		<category><![CDATA[Bun Pi Mai Lao]]></category>
		<category><![CDATA[festa sudeste asiático]]></category>
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		<category><![CDATA[Pii mai]]></category>
		<category><![CDATA[Reveillon Laos]]></category>
		<category><![CDATA[Sudeste Asiático]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você estiver pensando em ir para Luang Prabang, no Laos, considere fortemente fazer isso na primeira metade de abril.
Sim, o Laos é quente como o 5º subsolo do inferno nessa época. Mas é justamente por causa do calor que você vai experimentar um momento muito divertido no país e, principalmente, na cidade: as comemorações ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você estiver pensando em ir para <a href="http://gabrielquerviajar.com.br/2012/10/luang-prabang-laos-viagem/" target="_blank">Luang Prabang</a>, no Laos, considere fortemente fazer isso na primeira metade de abril.</p>
<div id="attachment_7539" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.flickr.com/photos/theoorm/4517695236/"><img class="size-full wp-image-7539" title="All rights reserved by theoorm" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/All-rights-reserved-by-theoorm.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">All rights reserved by <a href="http://www.flickr.com/people/theoorm/" target="_blank">theoorm</a></p></div>
<p>Sim, o Laos é quente como o 5º subsolo do inferno nessa época. Mas é justamente por causa do calor que você vai experimentar um momento muito divertido no país e, principalmente, na cidade: as comemorações do <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Lao_New_Year" target="_blank">Bun Pu Mai Lao &#8211; o ano-novo laosiano</a>.</p>
<p><span id="more-7535"></span></p>
<p>A festa, <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Songkran" target="_blank">comemorada em muitos lugares do Sudeste Asiático</a> e conhecida como <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Songkran" target="_blank">Songkan</a> (“passagem” ou algo assim), é baseada em um monte de significados astrológicos, meteorológicos, religiosos e et cétera e tal. Em todos os países onde acontece, ela dura apenas 3 dias, mais ou menos entre 13 e 15 de abril, mas em Luang Prabang a coisa se estende por bem mais tempo.</p>
<div id="attachment_7540" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.flickr.com/photos/qbakozak/3803117454/"><img class="size-full wp-image-7540" title="¡kuba! 1 (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/¡kuba-1-CC-BY-NC-SA-2.0.jpg" alt="" width="600" height="378" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.flickr.com/photos/qbakozak/" target="_blank">¡kuba!</a> (CC BY-NC-SA 2.0)</p></div>
<p>Oficialmente, são 7 dias de celebrações na cidade. Extraoficialmente, são mais de duas semanas (mais ou menos como os baianos fazem com o Carnaval), com a farra começando no início de abril.</p>
<p>Os dias de celebração oficial são marcados por paradas religiosas na avenida principal da cidade, limpeza de casas e de imagens de Buda, além de oferendas e decoração de lugares. Já os dias extraoficiais são pura zorra mesmo.</p>
<p>E como eles comemoram?</p>
<p>Com a temporada de calor atingindo o seu ponto mais alto, não poderia ser de outra forma: com muita água jogada em qualquer desavisado que passar pela rua. E não importa se o desavisado é um morador ou um turista.</p>
<div id="attachment_5907" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2012/10/122.jpg"><img class="size-full wp-image-5907" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 3.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2012/10/122.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 3.0)</p></div>
<p>Meus dias em Luang Prabang foram poucos e bem no início da festa, em 2008. Peguei praticamente nada da temporada, mas foi o suficiente para me divertir horrores.</p>
<p>As ruas viraram lugares “perigosos”, com adultos e crianças literalmente escondidos atrás de muros, árvores ou qualquer coisa, esperando pessoas em bicicletas, motos, tuk-tuks e carros passarem para esvaziar baldes e baldes sobre elas.</p>
<p>A cada balde jogado, risadas de todos os lados e ninguém reclamando do banho, mesmo quem estava todo arrumadinho. Todos simplesmente sorriam e seguiam adiante, afinal o calor era bem pior.</p>
<div id="attachment_7541" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/17.jpg"><img class="size-full wp-image-7541" title="17" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/17.jpg" alt="" width="600" height="394" /></a><p class="wp-caption-text">Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 3.0)</p></div>
<div id="attachment_7543" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/160.jpg"><img class="size-full wp-image-7543" title="160" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/160.jpg" alt="" width="600" height="381" /></a><p class="wp-caption-text">Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 3.0)</p></div>
<p>A alegria da população era tão grande e tão contagiante que pensei seriamente em mudar a minha passagem para Bangcoc, ficar mais um dia na cidade, comprar uma pistola de água e entrar na festa. Mas acabei me rendendo ao roteiro (me arrependo até hoje) e fui embora para a capital tailandesa.</p>
<p>Não sem antes levar um último banho, dado por um grupo de crianças, a caminho do hotel, antes de ir para o aeroporto.</p>
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		<title>Jordânia. Um país de muitos tesouros</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Apr 2013 10:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Prehn Britto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Para ver o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Al_Khazneh" target="_blank">Tesouro</a> &#8211; aquela fachada esculpida que é maior atração de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Petra" target="_blank">Petra</a> &#8211; você precisa percorrer uma longa trilha por entre um desfiladeiro, dentro de um parque arqueológico.</p>
<p>Durante a caminhada, as paredes do desfiladeiro ficam tão altas e tão próximas que impedem que você veja algo além de céu e pedra vermelha ao seu redor. Em alguns pontos, o ambiente chega até a ficar escuro.</p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/134.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7509" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/134.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p>Então, uns 30 minutos depois, você chega no Tesouro. Seu coração sai pela boca, seu queixo cai, você chora, se arrepia e passa horas olhando para aquela maravilha.</p>
<p>Mas o Tesouro também está no meio do desfiladeiro e você ainda não sabe o que mais existe por ali. Você segue adiante e, à medida em que caminha, percebe que Petra é uma área gigantesca, cheia (repleta, atrolhada!) de esculturas, fachadas, grutas e construções lindíssimas.</p>
<p>Petra é exatamente como a Jordânia. Ambos são um lugar que a maioria das pessoas conhece apenas pelo Tesouro, mas quando você começa a seguir a curiosidade e a passear por eles, descobre que existe mais.</p>
<p>Muito, muito mais.<span id="more-7416"></span></p>
<p style="text-align: center;">*****</p>
<p>A história da região onde hoje fica o país, junto de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Israel" target="_blank">Israel</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Autoridade_Nacional_Palestina" target="_blank">Palestina</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADria" target="_blank">Síria</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Iraque" target="_blank">Iraque</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ar%C3%A1bia_Saudita" target="_blank">Arábia Saudita</a>, é longuíssima. É tanto tempo de civilização, com um número tão grande de povos chegando, dominando, impondo culturas e deixando heranças, que não dá para contar em um único post (e nem vou tentar).</p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Mapa-Jordania.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7437" title="Mapa Jordania" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Mapa-Jordania.jpg" alt="" width="600" height="300" /></a></p>
<p>O básico que você precisa saber é que estamos falando de milhares e milhares de anos, que <a href="http://gabrielquerviajar.com.br/2012/01/cidades-mais-velhas-mundo/" target="_blank">muitas das cidades consideradas as mais antigas do mundo</a> estão nos arredores e que grande parte das histórias que a Bíblia conta aconteceram lá dentro &#8211; tanto que o livro <a href="http://matadornetwork.com/trips/in-jordan-forget-lonely-planet-bring-a-bible/" target="_blank">é considerado um ótimo guia de viagem do país</a>.</p>
<p>Bem mais recente e possível de ser contada em um post (ainda que de forma bastante resumida) é a história do atual <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jord%C3%A2nia" target="_blank">Reino Hachemita da Jordânia</a>.</p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Bandeira-jordaniana.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7443" title="Bandeira jordaniana" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Bandeira-jordaniana.jpg" alt="" width="600" height="300" /></a></p>
<p>Ele nasceu oficialmente em 1946, quando os colonizadores ingleses se retiraram da região e presentearam o líder local com o título de rei, por sua lealdade durante a Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>Esse líder era <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abdullah_I_da_Jord%C3%A2nia" target="_blank">Abdullah</a>, de uma dinastia com raízes muitíssimo distantes, os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hachemitas" target="_blank">hachemitas</a>, cujo nome vem de um homem chamado <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Banu_Hashim" target="_blank">Hashim</a>, ninguém menos que um bisavô de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Maom%C3%A9" target="_blank">Maomé</a>.</p>
<div id="attachment_7445" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/abdullah-Hashim.jpg"><img class="size-full wp-image-7445" title="Abdullah Hashim" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/abdullah-Hashim.jpg" alt="" width="600" height="295" /></a><p class="wp-caption-text">Abdullah (foto: <a title="en:Cecil Beaton" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cecil_Beaton">Cecil Beaton</a>) e Hashim</p></div>
<p>O atual hachemita no comando da Jordânia é o rei <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abdullah_II_da_Jord%C3%A2nia" target="_blank">Abdullah II</a>, bisneto do primeiro Abdullah e representante da 43ª geração descendente direta do mais famoso dos profetas islâmicos.</p>
<div id="attachment_7457" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/World-Economic-Forum-CC-BY-NC-SA-2.0.jpg"><img class="size-full wp-image-7457 " title="World Economic Forum (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/World-Economic-Forum-CC-BY-NC-SA-2.0.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">World Economic Forum (CC BY-NC-SA 2.0)</p></div>
<p>Apesar do seu reino estar em uma das regiões mais conturbadas do planeta e de ser vizinho de países bastante problemáticos, Abdullah II governa uma ilha de tranquilidade e estabilidade.</p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Hussein_Clinton_Rabin.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7450" title="Hussein_Clinton_Rabin" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Hussein_Clinton_Rabin.jpg" alt="" width="300" height="219" /></a>O maior responsável por essa paz é o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hussein_da_Jord%C3%A2nia" target="_blank">rei Hussein</a>, seu falecido pai, que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_paz_Israel-Jord%C3%A2nia" target="_blank">assinou um acordo com Israel em 1994</a>, fazendo com que a Jordânia se tornasse o segundo país árabe do mundo a manter relações comerciais com o estado judeu.</p>
<p>Abdullah II &#8211; que é jovem (tem 51 anos), <a href="http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2012/06/12/rei-da-jordania-fez-ponta-em-jornada-nas-estrelas.htm" target="_blank">já fez ponta em episódio de Star Trek</a> e é casado com a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rania_da_Jord%C3%A2nia" target="_blank">rainha Rania</a>, conhecida por aqui basicamente pela beleza e a elegância &#8211; herdou o trono e a visão moderna e pacifista que fez seu pai apertar as mãos dos israelenses.</p>
<p>Ele mantém ótimas relações com os Estados Unidos (se você acompanhou <a href="http://instagram.com/gabebritto" target="_blank">meu Instagram</a> durante a viagem, deve lembrar que eu quase esbarrei no Obama em Petra) e já conseguiu atrair muitos investimentos para o país, mesmo não tendo uma gota de petróleo embaixo das suas terras.</p>
<div id="attachment_7455" class="wp-caption alignleft" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/star-rania.jpg"><img class="size-full wp-image-7455 " title="star rania" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/star-rania.jpg" alt="" width="600" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Rainha Rania e rei Abdullah fazendo ponta em Star Trek (Foto Rania: World Economic Forum &#8211; CC BY-NC-SA 2.0)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O rei também é uma figura importante no turismo do país e trabalha duro para estimular o mercado, que representa 13% da economia jordaniana e faz com que o viajante seja muito respeitado lá dentro. Até <a href="http://www.youtube.com/watch?v=mUQ7zOmls_c" target="_blank">já serviu de guia turístico para um programa do Discovery Channel</a>.</p>
<p>Essa visão moderna que a família real tem existe também na população e faz os jordanianos misturarem religião, tradição e cultura com respeito e tolerância, fugindo totalmente do estereótipo do Oriente Médio.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/132-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7505" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/132-1.jpg" alt="" width="600" height="794" /></a></p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A3" target="_blank">Amã</a>, capital do país, e outras cidades turísticas têm trocentas lojas espertinhas, pessoas falando inglês (45% da população é english-speaker), restaurantes, lanchonetes e bares cheios de ideias importadas da Europa e dos Estados Unidos, além de hotéis de grandes redes internacionais, todos convivendo maravilhosamente bem com mesquitas, chamados para orações, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Keffiyeh" target="_blank">keffiyehs</a> e mulheres com apenas os olhos à mostra.</p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/61.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7435" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-ND 3.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/61.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/115.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7498" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/115.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/90.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7497" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/90.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7468" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/3.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/32.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7469" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/32.jpg" alt="" width="600" height="411" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/131.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7471" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/131.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/14.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7472" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/14.jpg" alt="" width="600" height="405" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/106.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7473" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/106.jpg" alt="" width="600" height="390" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/33.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7474" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/33.jpg" alt="" width="600" height="328" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/116.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7475" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/116.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/47.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7476" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/47.jpg" alt="" width="600" height="399" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/56.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7477" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/56.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/34.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7478" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/34.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/66.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7481" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/66.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/133.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7482" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/133.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/39.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7483" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/39.jpg" alt="" width="600" height="393" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/101.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7484" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/101.jpg" alt="" width="600" height="405" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/18.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7485" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/18.jpg" alt="" width="600" height="900" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/55.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7486" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/55.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/16.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7489" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/16.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/00.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7490" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/00.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/92.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7491" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/92.jpg" alt="" width="600" height="402" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/9.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7492" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/9.jpg" alt="" width="600" height="366" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/78.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7494" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/78.jpg" alt="" width="600" height="395" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7495" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/1.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/87.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7496" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/87.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p>Aliás, é na religião que está o maior exemplo da cabeça arejada dos jordanianos.</p>
<p>O país é oficialmente islâmico, só que as leis religiosas não se confundem com as do estado.</p>
<p>Você não precisa usar roupas diferentes do que usaria normalmente e as mulheres que você encontra com hijabs, xadores e niqabs usam <a href="http://gabrielquerviajar.com.br/2012/03/nem-tudo-e-burca/" target="_blank">essas variações mais comuns dos véus muçulmanos</a> porque querem, porque decidiram respeitar sua fé, não por imposição do governo. Se não quisessem, poderiam estar com os cabelos soltos, fumando narguilé e bebendo cerveja.</p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/95.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7487" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/95.jpg" alt="" width="600" height="378" /></a></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/19.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7464" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/19.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p>A Jordânia é pequena, menor que o estado de Santa Catarina. Mesmo assim, consegue abrigar paz, história, religião, modernidade, educação e cultura forte, além de paisagens verdes, desertos, montanhas, o ponto mais baixo da Terra, castelos, relíquias bíblicas, ruínas incríveis e outras atrações fantásticas.</p>
<p>Vou falar de tudo isso nos próximos posts. Por enquanto, você vai continuar no desfiladeiro que só deixa você enxergar o Tesouro de Petra.</p>
<p style="text-align: center;">*****</p>
<p><strong><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/" target="_blank">Gabriel Quer Viajar</a> foi para a Jordânia em uma <a href="http://gabrielquerviajar.com.br/2013/04/viagem-a-convite-como-isso-funciona/" target="_blank">press trip</a> oferecida pela <a href="http://www.visitjordan.com/" target="_blank">Jordan Tourism Board</a>.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O herói americano do Irã</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Apr 2013 10:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Prehn Britto</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Irã]]></category>
		<category><![CDATA[Americano]]></category>
		<category><![CDATA[Herói]]></category>
		<category><![CDATA[Howard Baskerville]]></category>
		<category><![CDATA[Mossadegh]]></category>
		<category><![CDATA[Persa]]></category>
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		<category><![CDATA[Revolução Constitucionalista]]></category>
		<category><![CDATA[Revolução Constitucionalista Iraniana]]></category>
		<category><![CDATA[Reza]]></category>
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		<description><![CDATA[No meio da longa birra entre Irã e Estados Unidos, é bastante compreensível que você imagine que nenhum norte-americano seja bem visto no país dos aiatolás.
Mas isso não é verdade, e a melhor prova está em Tabriz, a 5ª maior cidade iraniana.
Lá, em um prédio histórico, existe uma grande homenagem a um ianque legítimo, considerado um ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No meio da longa birra entre Irã e Estados Unidos, é bastante compreensível que você imagine que nenhum norte-americano seja bem visto no país dos aiatolás.</p>
<p>Mas isso não é verdade, e a melhor prova está em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tabriz" target="_blank">Tabriz</a>, a 5ª maior cidade iraniana.</p>
<div id="attachment_7400" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.flickr.com/photos/qiv/1443163762/"><img class="size-full wp-image-7400 " title="qiv (CC BY-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/qiv-CC-BY-SA-2.0.jpg" alt="" width="600" height="600" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.flickr.com/photos/qiv/1443163762/" target="_blank">qiv</a> (CC BY-SA 2.0)</p></div>
<p>Lá, em um prédio histórico, existe uma grande homenagem a um ianque legítimo, considerado um herói e um mártir do país.</p>
<p>Seu nome é <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Howard_Baskerville" target="_blank">Howard Baskerville</a>.<span id="more-7374"></span></p>
<p>Vamos algumas contextualizações para você entender essa história.</p>
<p>A atual hostilidade de parte dos iranianos em relação aos Estados Unidos não vem desde o descobrimento da América. Ela só começou em 1953, quando os americanos ajudaram os ingleses no golpe que derrubou o primeiro-ministro da Pérsia <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mohammad_Mosaddegh" target="_blank">Mohammad Mossadegh</a>, eleito democraticamente, e colocou o poder nas mãos do xá <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mohammad_Reza_Pahlavi" target="_blank">Mohammad Reza</a>.</p>
<div id="attachment_7382" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Untitled-1.jpg"><img class="size-full wp-image-7382" title="Mohammads" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Untitled-1.jpg" alt="" width="600" height="378" /></a><p class="wp-caption-text">À esquerda, Mossadegh. À direita, Reza</p></div>
<p>Até aquele ano, os vilões do povo persa eram apenas os ingleses e os russos, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Anglo-Persian_Oil_Company" target="_blank">que abusavam do colonialismo</a> e mantinham o país na miséria e no caos.</p>
<p>Com os EUA, o clima era bem diferente.</p>
<p>Segundo o livro <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=757668" target="_blank">Todos os Homens do Xá</a> (de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Stephen_Kinzer" target="_blank">Stephen Kinzer</a>), antes de 1953, <em>“a maioria dos iranianos só tinha sentimentos de admiração</em> [pelos EUA]<em>. Os poucos americanos que eles conheciam eram generosos e devotados, interessados não em riquezas ou poder, mas apenas em ajudar o Irã”</em>.</p>
<p>A admiração não era direcionada apenas para o povo americano, mas também para a Casa Branca, que, por volta de 1919, defendia publicamente os direitos do país nas brigas com os ingleses.</p>
<p><em>“Os americanos eram um objeto de admiração quase universal”</em>, disse um iraniano que viveu aquele momento.</p>
<p>Howard Baskerville foi um dos que ajudaram a formar essa imagem.</p>
<p>Ele nasceu em 1885, em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nebraska" target="_blank">Nebraska</a>. Estudou em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Princeton_University" target="_blank">Princeton</a>, virou missionário presbiteriano e se mudou para Tabriz em 1907, onde foi dar aulas de inglês, história e geografia em uma escola.</p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/TabrizRevolutionaries.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7383" title="TabrizRevolutionaries" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/TabrizRevolutionaries.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Naquela época, a Pérsia estava no início da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Constitutional_Revolution_of_Iran" target="_blank">Revolução Constitucionalista</a>.</p>
<p>A revolta popular pedia o fim do poder absoluto do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/X%C3%A1" target="_blank">xá</a> através da criação de um parlamento e de uma constituição. O país vivia momentos muito conturbados, com russos, ingleses e a monarquia defendendo seus interesses em confrontos de verdade, onde tropas pró-xá atacavam os revolucionários.</p>
<p>Em 1909, com 24 anos, Howard se juntou aos defensores da democracia para combater as tropas reais que avançavam sobre Tabriz. Em 19 de abril, quando estava no comando de um batalhão de 150 homens que tentava abrir caminho entre os inimigos para buscar comida para a cidade, foi atingido por uma bala no coração.</p>
<p>Dizem que Howard justificou sua entrada no conflito dizendo “A diferença entre eu e esse povo é o lugar onde nós nascemos. E isso não é uma diferença muito grande”, mas ninguém sabe se as palavras são apenas uma lenda.</p>
<p>Não importa.</p>
<p>Howard poderia ter se escondido no consulado americano em Tabriz e sobrevivido sem nenhum arranhão, mas preferiu lutar ao lado dos seus amigos e dos seus alunos, defendendo a democracia no país onde vivia. Por isso é um herói para os iranianos, que até hoje depositam flores em seu túmulo na cidade.</p>
<p>Pouco tempo depois da sua morte, os moradores de Tabriz <a href="http://www.flickr.com/photos/9012023@N08/2351523411/" target="_blank">fizeram um tapete com o rosto de Howard</a>, para enviar à mãe dele, em agradecimento, mas a homenagem nunca saiu do Irã.</p>
<p>Em 2005, o presidente <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mohammad_Khatami" target="_blank">Mohammad Khatami</a> inaugurou um busto de Howard na <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Constitution_House_of_Tabriz" target="_blank">Casa Constitucional de Tabriz</a>.</p>
<div id="attachment_7378" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Howard.jpg"><img class="size-full wp-image-7378 " title="Howard" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Howard.jpg" alt="" width="600" height="405" /></a><p class="wp-caption-text">Domínio público | Vathlu (CC BY-SA 3.0)</p></div>
<p>Na placa embaixo do busto, nenhuma palavra de ódio.</p>
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		<title>Viagem a convite: como isso funciona?</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Apr 2013 13:48:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Prehn Britto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gabriel Quer Viajar]]></category>
		<category><![CDATA[Jordânia]]></category>
		<category><![CDATA[Fam Trip]]></category>
		<category><![CDATA[famtrip]]></category>
		<category><![CDATA[Jordan Tourism Board]]></category>
		<category><![CDATA[JTB]]></category>
		<category><![CDATA[Press Trip. Convite]]></category>
		<category><![CDATA[presstrip]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem a Convite]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você entrou aqui entre os dias 18 de março e 1º de abril, deve ter visto que este blogueiro passou 10 dias perambulando pela Jordânia, a convite da Jordan Tourism Board.
Estou louco para postar os relatos da aventura pela terra da rainha mais bonitona da atualidade, mas, antes de começar, quero explicar para você ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você entrou aqui entre os dias 18 de março e 1º de abril, deve ter visto que este blogueiro passou 10 dias perambulando pela Jordânia, a convite da <a href="http://www.visitjordan.com/" target="_blank">Jordan Tourism Board</a>.</p>
<p>Estou louco para postar os relatos da aventura pela terra <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rania_da_Jordânia" target="_blank">da rainha mais bonitona da atualidade</a>, mas, antes de começar, quero explicar para você o que é essa história de viajar a convite, como o Gabriel Quer Viajar enxerga isso e como uma viagem deste tipo influencia nos posts sobre ela mesma.</p>
<p>Me acompanhe.</p>
<div id="attachment_7351" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Flavia-Perin.jpg"><img class="size-full wp-image-7351" title="Flavia Perin" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Flavia-Perin.jpg" alt="" width="600" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Flavia Perin (Todos os direitos reservados)</p></div>
<p><span id="more-7347"></span></p>
<p style="text-align: center;">*****</p>
<p>Existem várias formas de países, regiões, cidades, instituições e empresas ligadas ao turismo aparecerem para os viajantes. No meio de campanhas publicitárias, promoções e tudo mais, estão as tais viagens a convite, conhecidas no meio turístico como “press trips” ou “fam trips” (de “viagens de familiarização”).</p>
<p>Uma press trip é exatamente o que o nome indica: uma viagem para a imprensa. Um tour fechado que leva um grupo de jornalistas (e, mais recentemente, de blogueiros também) para conhecer as atrações turísticas ou os serviços de algum lugar.</p>
<p>Os roteiros são pré-determinados e os convidados não precisam se preocupar com nada, basta seguirem o guia. Os hotéis tendem a ser os melhores e os restaurantes costumam ser os mais interessantes para se conhecer a culinária local (quando é o caso). Todas as despesas são pagas pelos anfitriões, com a exceção óbvia de compras pessoais e de comidas e bebidas extras.</p>
<p>O objetivo é claríssimo: conquistar espaço em revistas, jornais, programas de TV, canais na internet ou blogs através da experiência oferecida aos profissionais que trabalham neles.</p>
<p>De maneira geral, as press trips são todas assim, mudando pouco aqui e ali. A diferença significativa mesmo está na forma que cada uma tem de alcançar o objetivo acima, porque nem sempre o jornalista ou o blogueiro é livre para escrever o que quiser &#8211; e se quiser &#8211; sobre a viagem.</p>
<p>Às vezes, a quantidade de espaço desejado na mídia pelo patrocinador é imposta ao convidado. Para embarcar, ele precisa se comprometer a produzir um número pré-determinado de material.</p>
<p>Ou seja: matérias e posts baseados em press trips podem ter sido escritos tanto de forma 100% natural, com o autor livre, realmente querendo mostrar o que viu e sendo sincero, quanto de forma obrigatória, por força de um acordo com o anfitrião. Em ambos os casos, a informação de que a viagem foi paga pelo tema da matéria pode ser revelada ou não, dependendo da vontade do autor.</p>
<p>(E aqui, a <a href="http://www.penidoadvogados.com.br/" target="_blank">Flávia Penido</a>, advogada craque no mundo digital, me informa: por lei, o autor é obrigado a indicar que a viagem foi paga. Mas, na prática, isso não acontece sempre.)</p>
<p>Enfim, é mais ou menos isso.</p>
<p style="text-align: center;">*****</p>
<p>Ao longo dos meus poucos anos como blogueiro de viagem, eu já havia recebido alguns convites para press trips, mas nunca havia aceitado nenhum.</p>
<p>Os motivos para as minhas negações sempre tiveram relação com a minha neurose pela pertinência, pela qualidade e pela sinceridade do conteúdo do Gabriel Quer Viajar. Por isso, neguei viagens que não tinham absolutamente nada a ver com a linha editorial do blog (já me ofereceram cruzeiros pelo Caribe, para você ter ideia), convites feitos por empresas que não me pareciam decentes e “convites” cheios de exigências sobre quantidade de posts que eu deveria produzir na volta.</p>
<p>Então, em janeiro, recebi um e-mail da <a href="http://www.visitjordan.com/" target="_blank">Jordan Tourism Board</a>, <a href="http://www.mota.gov.jo/en/Default.aspx?tabid=91" target="_blank">a empresa publico-privada responsável pela promoção do turismo na Jordânia</a> (mais ou menos uma Embratur de lá) me convidando para uma press trip pelo país, ao lado de apenas mais 4 jornalistas.</p>
<p>Eu já havia lido o nome da <a href="http://www.visitjordan.com/" target="_blank">JTB</a> por aí, sempre relacionado a gente de respeito, e tinha uma imagem boa na minha cabeça. Além disso, o e-mail/convite não fazia qualquer exigência de conteúdo ou quantidade de posts pós-viagem.</p>
<p>Mesmo assim, antes de aceitar a oferta, perguntei para a representante da empresa no Brasil: “Eu vou ter total liberdade para escrever sobre a experiência, correto?”</p>
<p>A resposta confirmou a minha suspeita de que eu estava tratando com gente boa: “Absolutamente correto.”</p>
<p>Naquele momento, eu já tinha tudo que precisava para participar da minha primeira press trip: um destino de acordo com o perfil do blog, uma empresa confiável por trás de tudo e, principalmente, liberdade para escrever.</p>
<p>Foi só dizer sim e arrumar as malas.</p>
<p style="text-align: center;">*****</p>
<p>Como eu disse lá em cima, numa press trip “os roteiros são pré-determinados e os convidados não precisam se preocupar com nada, basta seguirem o guia. Os hotéis tendem a ser os melhores e os restaurantes costumam ser os mais interessantes para se conhecer a culinária local (quando é o caso). Todas as despesas são pagas pelos anfitriões, com a exceção óbvia de compras pessoais e de comidas e bebidas extras.”</p>
<p>É claro que uma viagem assim, totalmente organizada por terceiros e esquematizada para que você não passe nenhum perrengue, é bem diferente da experiência do viajante independente e pelado.</p>
<p>Eu não tive que pesquisar roteiro, nem descobrir como ir de um lugar ao outro, muito menos encontrar hoteis. Não comi em lugares ruins, não peguei táxi ou ônibus. Então, é óbvio que não vou poder dar tantas dicas práticas sobre tantos assuntos quanto normalmente dou em viagens próprias.</p>
<p>Porém, algumas coisas não mudam. Mesmo com todo o esquema de “proteção” da press trip, convivi com jordanianos em passeios nas ruas e experimentei a gentileza e a hospitalidade deles. Provei comidas deliciosas, vi lugares maravilhosos, percebi que é fácil encontrar gente que fala inglês e vi que as estradas são boas e bem sinalizadas. Também vi que lá não existe o fervor religioso que todos os ocidentais imaginam quando escutam algo sobre o Oriente Médio. Sem falar que, pagos ou não, conheci restaurantes excelentes e pelo menos um hotel que posso indicar para viajantes que tenham uma boa poupança.</p>
<p>Uma press trip pode não ser igual àquela viagem que você faria se fosse sozinho &#8211; e isso influencia, sim, nos posts sobre ela. Mas não impede que muitas informações reais e básicas sejam dadas, nem que você, minha querida leitora, meu querido leitor, tenha uma visão geral sobre o destino.</p>
<p>Nas próximas semanas, você vai ver tudo isso em textos e fotos, neste blog.</p>
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		<title>O Festival das Cores</title>
		<link>http://gabrielquerviajar.com.br/2013/04/holi-festivas-das-cores-india-hindu/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Apr 2013 10:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Prehn Britto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Índia]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
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		<description><![CDATA[Vale destruir uma câmera por uma bela sessão de fotos?
Essa é a pergunta que eu sempre me faço quando vejo imagens do festival mais colorido da Índia, o Holi.
A época do ano em que eu mais me questiono sobre o assunto é justamente essa agora, entre março e o início de abril, depois que o ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vale destruir uma câmera por uma bela sessão de fotos?</p>
<p>Essa é a pergunta que eu sempre me faço quando vejo imagens do festival mais colorido da Índia, o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Holi" target="_blank">Holi</a>.</p>
<div id="attachment_7333" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.flickr.com/photos/soumya_b5/"><img class="size-full wp-image-7333" title="Copyright Soumya Bandyopadhyay Photography" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Copyright-Soumya-Bandyopadhyay-Photography9.jpg" alt="" width="600" height="399" /></a><p class="wp-caption-text">Copyright <a href="http://www.flickr.com/photos/soumya_b5/" target="_blank">Soumya Bandyopadhyay Photography</a></p></div>
<p>A época do ano em que eu mais me questiono sobre o assunto é justamente essa agora, entre março e o início de abril, depois que o Holi acontece pelas ruas indianas e nepalesas (com respingos também nas ruas de Bangladesh, do Paquistão e onde mais houver comunidades hindus) e, consequentemente, quando as fotos dele invadem sites como o <a href="http://www.theatlantic.com/infocus/2011/03/holi-the-festival-of-colors-2011/100032/" target="_blank">In Focus</a> e o <a href="http://www.boston.com/bigpicture/2013/04/holi_celebrations.html" target="_blank">Big Picture</a>, me fazendo babar feito um cachorro.</p>
<p>Veja essas imagens.<span id="more-7233"></span></p>
<div id="attachment_7271" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.flickr.com/photos/soumya_b5/3357020452/"><img class="size-full wp-image-7271" title="Copyright Soumya Bandyopadhyay Photography" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Copyright-Soumya-Bandyopadhyay-Photography.jpg" alt="" width="600" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Copyright <a href="http://www.flickr.com/photos/soumya_b5/" target="_blank">Soumya Bandyopadhyay Photography</a></p></div>
<div id="attachment_7273" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.flickr.com/photos/soumya_b5/6964705621/"><img class="size-full wp-image-7273" title="Copyright Soumya Bandyopadhyay Photography" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Copyright-Soumya-Bandyopadhyay-Photography1.jpg" alt="" width="600" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Copyright <a href="http://www.flickr.com/photos/soumya_b5/" target="_blank">Soumya Bandyopadhyay Photography</a></p></div>
<div id="attachment_7275" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.flickr.com/photos/soumya_b5/6816097592/"><img class="size-full wp-image-7275" title="Copyright Soumya Bandyopadhyay Photography" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Copyright-Soumya-Bandyopadhyay-Photography2.jpg" alt="" width="600" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Copyright <a href="http://www.flickr.com/photos/soumya_b5/" target="_blank">Soumya Bandyopadhyay Photography</a></p></div>
<div id="attachment_7277" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Copyright-Soumya-Bandyopadhyay-Photography3.jpg"><img class="size-full wp-image-7277" title="Copyright Soumya Bandyopadhyay Photography" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Copyright-Soumya-Bandyopadhyay-Photography3.jpg" alt="" width="600" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Copyright <a href="http://www.flickr.com/photos/soumya_b5/" target="_blank">Soumya Bandyopadhyay Photography</a></p></div>
<div id="attachment_7279" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.flickr.com/photos/soumya_b5/8516624764/"><img class="size-full wp-image-7279" title="Copyright Soumya Bandyopadhyay Photography" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Copyright-Soumya-Bandyopadhyay-Photography4.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Copyright <a href="http://www.flickr.com/photos/soumya_b5/" target="_blank">Soumya Bandyopadhyay Photography</a></p></div>
<div id="attachment_7281" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.flickr.com/photos/soumya_b5/7685044080"><img class="size-full wp-image-7281" title="Copyright Soumya Bandyopadhyay Photography" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Copyright-Soumya-Bandyopadhyay-Photography5.jpg" alt="" width="600" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Copyright <a href="http://www.flickr.com/photos/soumya_b5/" target="_blank">Soumya Bandyopadhyay Photography</a></p></div>
<div id="attachment_7283" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.flickr.com/photos/soumya_b5/6959736081"><img class="size-full wp-image-7283" title="Copyright Soumya Bandyopadhyay Photography" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Copyright-Soumya-Bandyopadhyay-Photography6.jpg" alt="" width="600" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Copyright <a href="http://www.flickr.com/photos/soumya_b5/" target="_blank">Soumya Bandyopadhyay Photography</a></p></div>
<div id="attachment_7284" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.flickr.com/photos/soumya_b5/5548483047/"><img class="size-full wp-image-7284" title="Copyright Soumya Bandyopadhyay Photography" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Copyright-Soumya-Bandyopadhyay-Photography7.jpg" alt="" width="600" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Copyright <a href="http://www.flickr.com/photos/soumya_b5/" target="_blank">Soumya Bandyopadhyay Photography</a></p></div>
<div id="attachment_7292" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.flickr.com/photos/71519451@N00/4848622986"><img class="size-full wp-image-7292" title="sudiptorana (CC BY-NC-ND 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/03/sudiptorana-CC-BY-NC-ND-2.0.jpg" alt="" width="600" height="381" /></a><p class="wp-caption-text">sudiptorana (CC BY-NC-ND 2.0)</p></div>
<p>Não são lindas?</p>
<p>O Holi é um festival hindu cheio de significados relacionados aos seus deuses de nomes enormes e quase impronunciáveis. Em um resumo bem resumido, ele comemora a vitória do bem sobre o mal e também o início da primavera. O uso de pó colorido e água (a fonte da beleza dessas fotos) está ligado ao deus <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Krishna" target="_blank">Krishna</a>, que gostava de sacanear as meninas da sua vila jogando tinta e água nelas.</p>
<div id="attachment_7289" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Kalpurush-CC-BY-ND-2.0.jpg"><img class="size-full wp-image-7289" title="Kalpurush (CC BY-ND 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Kalpurush-CC-BY-ND-2.0.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">Kalpurush (CC BY-ND 2.0)</p></div>
<div id="attachment_7332" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.flickr.com/photos/soumya_b5/"><img class="size-full wp-image-7332" title="Copyright Soumya Bandyopadhyay Photography" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Copyright-Soumya-Bandyopadhyay-Photography8.jpg" alt="" width="600" height="399" /></a><p class="wp-caption-text">Copyright <a href="http://www.flickr.com/photos/soumya_b5/" target="_blank">Soumya Bandyopadhyay Photography</a></p></div>
<p>O &#8220;festival das cores&#8221;, como o Holi também é conhecido, acontece nos dias ao redor da lua cheia de março e, é óbvio, muda de data a cada ano. Em 2013, a lua cheia foi no dia 27. Em 2014, vai ser no dia 16.</p>
<p>Se você quiser aparecer lá, vá para o norte do país, mais precisamente para Udaipur, Mathura, Nandgaon, Vridavan e Barsana, onde o <a href="http://www.lonelyplanet.com/india/travel-tips-and-articles/76340" target="_blank">Lonely Planet</a> diz que acontecem as maiores zoeiras. E evite o sul, onde o evento é muito mais religioso do que festivo.</p>
<div id="attachment_7290" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.flickr.com/photos/pisonjaujip/6684609145/"><img class="size-full wp-image-7290" title="Pison Jaujip (CC BY-NC-ND 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Pison-Jaujip-CC-BY-NC-ND-2.0-3.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://androidphotographer.com/" target="_blank">Pison Jaujip</a> (CC BY-NC-ND 2.0)</p></div>
<p>Para finalizar, respondendo à pergunta lá de cima, eu acho que vale sacrificar uma câmera para fazer fotos maravilhosas. Mas nas minhas pesquisas para este post, descobri que não é necessário fazer isso para fotografar o Holi: <a href="http://shootingtheworld.wordpress.com/2012/03/02/10-tips-for-photographing-holi-festival/" target="_blank">aqui</a> e <a href="http://www.jimshannon.net/a-guide-to-holi-festival-for-photographers/" target="_blank">aqui</a>, dois fotógrafos dão dicas de como registrar essa festa toda, sem que seu equipamento fique no estado deplorável abaixo.</p>
<div id="attachment_7313" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.flickr.com/photos/gauravpatel/4410922245/"><img class="size-full wp-image-7313" title="All rights reserved by gauravity" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/03/All-rights-reserved-by-gauravity.jpg" alt="" width="600" height="451" /></a><p class="wp-caption-text">All rights reserved by <a href="http://www.gauravpatel.co.uk/" target="_blank">gauravity</a></p></div>
<p>Holy dicas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Gabriel viajou</title>
		<link>http://gabrielquerviajar.com.br/2013/03/gabriel-viajou/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Mar 2013 10:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Prehn Britto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gabriel Quer Viajar]]></category>

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		<description><![CDATA[Post rápido, apenas para dizer que este blog ficará inoperante até o dia 1º de abril.
O motivo é simples e nobre: o autor viajou e, como ele toca essa bagaça sozinho e ainda trabalha de segunda a sexta, não conseguiu deixar posts prontos para publicação automática.
O destino da viagem?A ilha de paz e tranquilidade em ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Post rápido, apenas para dizer que este blog ficará inoperante <strong>até o dia 1º de abril</strong>.</p>
<p>O motivo é simples e nobre: o autor viajou e, como ele toca essa bagaça sozinho e ainda trabalha de segunda a sexta, não conseguiu deixar posts prontos para publicação automática.</p>
<div id="attachment_7264" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/03/druidabruxux-CC-BY-NC-SA-2.0.jpg"><img class="size-full wp-image-7264" title="druidabruxux (CC BY-NC-SA 2.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/03/druidabruxux-CC-BY-NC-SA-2.0.jpg" alt="" width="600" height="468" /></a><p class="wp-caption-text">druidabruxux (CC BY-NC-SA 2.0)</p></div>
<p>O destino da viagem?<span id="more-7263"></span>A ilha de paz e tranquilidade em um mar de complicações: <a href="http://www.visitjordan.com/" target="_blank">a Jordânia</a>, a convite da <a href="http://www.visitjordan.com/" target="_blank">Jordan Tourism Board</a>.</p>
<p>Darei informações completas no meu retorno ou, na medida do possível, ao vivo <a href="https://twitter.com/gabebritto" target="_blank">no Twitter</a> e <a href="https://www.facebook.com/gabrielquerviajar" target="_blank">no Facebook</a> deste espaço. Acompanhe lá ou volte aqui em 1º de abril.</p>
<p>E obrigado pela compreensão.</p>
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		<title>É ético ir para a Coreia do Norte?</title>
		<link>http://gabrielquerviajar.com.br/2013/03/etica-viagem-turismo-coreia-do-norte/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Mar 2013 10:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Prehn Britto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coreia do Norte]]></category>
		<category><![CDATA[Ética no turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ético viajar Coreia do Norte]]></category>
		<category><![CDATA[Korea]]></category>
		<category><![CDATA[Koreia do Norte]]></category>
		<category><![CDATA[Koryo Tours]]></category>
		<category><![CDATA[Melanie Kirkpatrick]]></category>
		<category><![CDATA[NKNews]]></category>
		<category><![CDATA[Opiniões sobre viagens Coreia do Norte]]></category>
		<category><![CDATA[Shangaiist]]></category>
		<category><![CDATA[Tad Farrell]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo na Coreia do Norte]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem Coreia do Norte]]></category>

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		<description><![CDATA[Fazer turismo em países comandados por ditaduras pode gerar algumas crises existenciais em quem viaja.
Muitas pessoas se perguntam se é ético ir para nações onde a população sofre nas mãos de regimes criminosos, se o dinheiro gasto lá ajuda a sustentar a riqueza dos governantes e até se deveríamos deixar esses países completamente isolados para ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fazer turismo em países comandados por ditaduras pode gerar algumas crises existenciais em quem viaja.</p>
<p>Muitas pessoas se perguntam se é ético ir para nações onde a população sofre nas mãos de regimes criminosos, se o dinheiro gasto lá ajuda a sustentar a riqueza dos governantes e até se deveríamos deixar esses países completamente isolados para forçar uma queda do governo.</p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Kims-600.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7245" title="Gabriel Prehn Britto" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Kims-600.jpg" alt="" width="600" height="402" /></a></p>
<p>A Coreia do Norte, é claro, está no topo da lista de países que podem gerar essas crises.</p>
<p>O excelente site <a href="http://shanghaiist.com/" target="_blank">Shangaiist</a> pensou sobre o assunto e foi atrás das opiniões de pessoas que entendem da terra dos Kim. Traduzi livremente os pontos principais das respostas apresentadas lá no site e coloquei nesse post.</p>
<p>Tomara que esses argumentos ajudem você a formar a sua opinião e a decidir se vale ou não conhecer o país mais estranho do mundo.<span id="more-7238"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="http://www.nknews.org/content_author/tad-farrell/" target="_blank">Tad Farrell</a>, fundador do site </strong><a href="http://www.nknews.org/" target="_blank"><strong>NKNews</strong></a><strong>, especializado em notícias norte-coreanas.</strong></p>
<p><strong></strong>(&#8230;)</p>
<p>[Os lucros gerados pelo turismo de ocidentais na Coreia do Norte] <em>são tão pequenos que é francamente absurdo pensar que visitar o país vai ter qualquer impacto no modo como o governo norte-coreano gasta o seu dinheiro.</em></p>
<p>(&#8230;)</p>
<p><em>A Coreia do Norte pode pegar ou largar a renda insignificante do turismo. Mesmo que todos os ocidentais decidam não visitar o país, isso não faria diferença para o governo, sob uma perspectiva financeira. O programa de armas nucleares, as prisões e um sistema de partido único vão continuar existindo independentemente disso.</em></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2012/12/151.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6592" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-ND 3.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2012/12/151.jpg" alt="" width="600" height="419" /></a></p>
<p>(&#8230;)</p>
<p><em>Eu acho positivo visitar a Coreia do Norte, porque isso aumenta o contato direto dos norte-coreanos com estrangeiros (ainda que em níveis indiscutivelmente superficiais), cria empregos (o que estimula um número maior de pessoas a tentarem entrar em contato direto e regular com estrangeiros) e ajuda a mostrar aos norte-coreanos a realidade da vida além das suas fronteiras, de forma tangível.</em></p>
<p><em>Lentamente, todos esses fatores vão influenciando os norte-coreanos comuns a pensarem sobre a sua situação, o seu governo e as suas fronteiras.</em></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5641" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 3.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2012/10/2.jpg" alt="" width="600" height="366" /></p>
<p>(&#8230;)</p>
<div>
<p><em>Se (e quando) o turismo aumentar na Coreia do Norte, espero que seja acompanhado por um relaxamento das regras. Minha esperança é que, em alguns anos, a experiência seja semelhante à de Cuba, onde não é um problema viajar pelo país de forma relativamente livre.</em></p>
<p>[Nota do blogueiro: as regras na Coreia do Norte vêm sendo relaxadas a cada ano. Desde janeiro de 2013, por exemplo, os estrangeiros podem acessar a internet direto de lá, usando seus telefones.]</p>
</div>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="http://www.melaniekirkpatrick.com/" target="_blank">Melanie Kirkpatrick</a>, jornalista e escritora, membro sênior do Hudson Institute, em Washington (EUA), e autora do livro </strong><a href="http://www.amazon.com/gp/product/1594036330/ref=as_li_ss_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=390957&amp;creativeASIN=1594036330&amp;linkCode=as2&amp;tag=shanghabookst-20" target="_blank"><strong>Escape From North Korea: The Untold Story of Asia’s Underground Railroad</strong></a><strong>.</strong></p>
<p><strong></strong>(&#8230;)</p>
<p><em>Eu recomendo que todos os viajantes considerem as consequências que as suas visitas podem ter no apoio ao regime brutal que oprime o povo norte-coreano.</em></p>
<p><em>A Coreia do Norte aceita receber visitantes estrangeiros por dois motivos:</em></p>
</div>
<div>
<p><em>1) Pelas moedas estrangeiras que eles trazem;</em></p>
<p><em>2) Para fins publicitários.</em></p>
<p><em>A Coreia do Norte precisa de moeda estrangeira para comprar tecnologia (muitas vezes ilegal) para seu programa nuclear. O regime de Kim também precisa desse dinheiro para comprar artigos de luxo com o qual suborna seus apoiadores. Os dólares e euros de um estrangeiro ajudam a sustentar tais atividades.</em></p>
<p><em>Além disso, os visitantes estrangeiros são apresentados ao público local como se tivessem ido até lá para honrar a família de Kim, em santuários que estão em cada roteiro turístico.</em></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6067" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 3.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2012/11/40.jpg" alt="" width="600" height="403" /></p>
</div>
<div>
<p><em>O estrangeiro que argumenta que a sua visita vai ajudar por causa do contato direto com as pessoas está sonhando. Cada visita é estritamente controlada, cada visitante tem um guia oficial e o acesso aos norte-coreanos comuns é praticamente impossível. O estrangeiro que sai pelas ruas por conta própria e conversa com norte-coreanos comuns coloca essas pessoas em um grande risco.</em></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5672" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 3.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2012/10/60.jpg" alt="" width="600" height="362" /><em>Em resumo, é justo dizer que os visitantes estrangeiros na Coreia do Norte são cúmplices do mal perpetrado pelo regime da família Kim. Eles estão ajudando a sustentar o regime, prolongando o sofrimento do povo norte-coreano.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="http://aidanfc.net/" target="_blank">Aidan Foster-Carter</a>, pesquisador sênior honorário em Sociologia e Coreia Moderna, na <a href="http://www.leeds.ac.uk/" target="_blank">Universidade de Leeds</a>, na Inglaterra.</strong></p>
<p><strong></strong>[A Coreia do Norte] <em>é um regime inexplicavelmente monstruoso, mas posso listar várias razões para que isso não impeça você de ir para lá:</em></p>
<p><em>1) Todos devem ver aquilo, pelo menos uma vez. É único;</em></p>
<p><em>2) Você pode ir e arranjar problemas (fazer o que quiser, ir onde quiser, etc.) ou ser um bom menino, mas depois escrever tudo que quiser sobre eles. Ambas opções podem ser um serviço de utilidade pública. Ou um ato revolucionário. Ou um bom divertimento. Ou todos os três;</em></p>
<p><em>3) Eu acho que concordo com o argumento de que quanto mais contato, melhor. Claro, as pessoas que você encontra são quem mantém as estruturas, elas são parte do regime. Mas elas também são pessoas que pensam individualmente, ainda que não falem abertamente. Você pode influenciar algumas delas para o futuro.</em></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6590" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-ND 3.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2012/12/94.jpg" alt="" width="600" height="400" /></p>
</div>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="http://www.koryogroup.com/about_staff.php" target="_blank">Hannah Barraclough</a>, guia da </strong><a href="http://www.koryogroup.com/" target="_blank"><strong>Koryo Tours</strong></a><strong>:</strong></p>
<p><strong></strong>(&#8230;)</p>
<p><em>Todos os contatos que temos com norte-coreanos são bons para quebrar barreiras.</em> (&#8230;) <em>Em nossos passeios acontecem coisas incríveis, como turistas participando de celebrações folclóricas, jogos de futebol improvisados com trabalhadores, brincadeiras com crianças, coreanos abordando estrangeiros para praticar inglês e assim por diante. No ocidente, nós retratamos os coreanos como um povo sem graça e robótico. No entanto, este estereótipo é quebrado facilmente quando você vai para lá. Eles são um povo muito orgulhoso e, embora tenham uma vida que parece uma luta, o humor e calor deles é insuperável.</em></p>
<p><em>Às vezes os turistas se preocupam se o dinheiro da viagem está indo direto para o governo, mas o lucro do turismo é muito pequeno perto da interação que acontece com as pessoas que dependem do mercado, de forma direta ou indireta.</em></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2012/11/3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6000" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 3.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2012/11/3.jpg" alt="" width="600" height="397" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sang-hyun, norte-coreano que fugiu do país recentemente. A resposta dele foi dada <a href="http://www.reddit.com/r/IAmA/comments/18umza/i_am_a_recent_defector_from_north_korea_joined_by/" target="_blank">através de um chat coletivo na internet</a>.</strong></p>
<p><strong></strong><em>Eu acho que o turismo na Coreia do Norte é positivo. Significa que os norte-coreanos podem ver e conhecer os estrangeiros, ainda que não possam conversar com eles. Se isso acontecer com frequência, o pensamento do povo norte-coreano pode mudar, especialmente se eles conseguirem ver a diferença entre as duas formas de viver. Turismo e visitantes estrangeiros também significam uma abertura do país, então eu acho que é positivo.</em></p>
<p><a href="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2012/11/461.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6052" title="Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 3.0)" src="http://gabrielquerviajar.com.br/wp-content/uploads/2012/11/461.jpg" alt="" width="600" height="420" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A opinião do autor desse blog? Ora, eu fui para lá. Se eu fosse partidário da opção do isolamento, não teria ido.</p>
<p>Se você quiser ver as respostas completas, <a href="http://shanghaiist.com/2013/02/20/travelling_to_north_korea_ethics.php" target="_blank">visite o Shangaiist. Está tudo lá (em inglês)</a>. Mas antes disso, me diga: e você? O que você acha? Você iria para a Coreia do Norte?</p>
</div>
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