2.jun.2014

Quem viveu a virada dos anos 80 para os 90 leu muitas notícias sobre um lugar chamado Curdistão e um tal de “povo curdo”.

Infelizmente, eram apenas notícias terríveis, que falavam de refugiados, genocídio, armas químicas e atrocidades cometidas, na maioria das vezes, pelo ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, durante a guerra Irã-Iraque.

Um curdo mandando ver no seu narguile. (Gabriel Prehn Britto – CC BY-NC-SA 2.0)

Eu vivi aqueles tempos e não entendi muita coisa na época (adolescente besta, sabe como é), mas acabei me informando sobre o assunto nos anos seguintes e descobri que lugar chamado Curdistão se espalhava por quatro países, inclusive pelo Irã.

Vários anos mais tarde, ele virou meu primeiro destino depois de Teerã.

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19.mai.2014

Hamadan (ou “Hamedan”, como você pode encontrar em alguns lugares por aí) não estava incluída no meu roteiro pelo Irã. É claro que eu gostaria de visitar a cidade, mas o velho desafio de conciliar tempo e desejos numa viagem me obrigou a passar a faca nos planos, tirando Hamadan do meu mapa.

O destino, porém, fez questão de mexer no meu roteiro e teve uma forte ajuda da minha ingenuidade e inexperiência em viagens de carro. Hoje, eu só tenho a agradecer a estes fatores pela mudança.

Obrigado, destino.

Obrigado, ingenuidade e inexperiência. (mais…)

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5.mai.2014

Conforme prometido, voilà o post sobre como é ser mulher turista no Irã.

Apesar de ter sido escrito por mim, o conteúdo foi inteiramente relatado pela minha esposa, Márcia Steyer, designer gráfica e apaixonada por cultura e moda étnica, artesanal ou simplesmente produzida em locais diferentes da nossa realidade. Essa moça aqui embaixo, em Persépolis.

Ela passou o tempo inteiro ao meu lado, dizendo o que deveria ser colocado, o que ela sentiu, o que ela tem de dicas e quais fotos deveriam ser mostradas. (mais…)

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22.abr.2014

Os kassenas são um povo tinhoso. Mesmo enfrentando séculos de ataques de tribos inimigas e também o colonialismo europeu na África, eles conseguiram se manter até hoje nas mesmas terras onde seus ancestrais se estabeleceram, por volta dos anos 1600.

Seu território até foi dividido entre franceses e ingleses, fazendo com que os kassenas dos dois lados da fronteira desenvolvessem diferenças culturais ao longo dos séculos, mas todos seguiram lá, firmes.

Rita Willaert (CC BY-NC 2.0)

Uma das armas dessa resistência ainda pode ser vista por quem visita as suas vilas, nas atuais Burkina Fasso e Gana. Aliás, é impossível não ver essa arma, já que ela é linda e o povo mora dentro dela: a arquitetura kassena, essa coisa louca aí da foto acima. (mais…)

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14.abr.2014

Quando estiver no Irã, ao entrar em qualquer lugar, não se esqueça de olhar para o teto. Você pode encontrar uma bela surpresa.

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1.abr.2014

Lembra de tudo que eu disse de positivo sobre os iranianos no meu primeiro post sobre o país? Sobre como eles são gentis, educados, atenciosos e queridos além do imaginável para um ser humano?

Foto: Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 4.0)

Pois esqueça. Este post é sobre o trânsito no Irã. E cada adjetivo positivo dado a um pedestre iraniano deve ser substituído pelo seu extremo oposto negativo quando ele está atrás do volante de um carro ou em cima de uma moto. (mais…)

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24.mar.2014

Dá para fazer uma noite romântica com um norte-coreano ou uma norte-coreana?

Os guias são espiões do governo?

Sou gay, posso ir para a Coreia do Norte?

A terra de do ditador Kim Jong-un um é um balaio de dúvidas e mitos para o mundo. Que o diga o inglês Simon Cockerell, diretor da Koryo Tours, a mais experiente agência de viagens especializada em Coreia do Norte. Simon mora em Pequim, na China, mas já pisou mais de 100 vezes na Kimlândia, então dá para dizer que ele vive mesmo na ponte-aérea entre a capital chinesa e Pyongyang, a capital norte-coreana.

Foto: Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 4.0)

Semana passada, o blog da Koryo Tours publicou um post em que Simon derruba 5 dos mitos que vive escutando, todos ligados à Coreia do Norte. Achei os assuntos tão interessantes que pedi para traduzir e publicar aqui – o que Simon gentil e imediatamente autorizou.

Prepare o kimchi e aproveite. (mais…)

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17.mar.2014

Ah, as tribos isoladas! Esses pequenos paraísos para quem gosta de conhecer histórias e hábitos fantásticos!

Veja, por exemplo, o pessoal de Tanna, a ilha onde fica este vulcão aqui embaixo, no arquipélago de Vanuatu, no Pacífico Sul. Eles são os últimos praticantes de um tipo de culto religioso interessantíssimo, batizado pelos antropólogos como Culto à Carga.

sydneydawg2006 (CC BY-NC-ND 2.0)

O nome é estranho, mas é bem fácil de entender de onde ele saiu. A “Carga” não é uma forma diferente de chamar um deus conhecido nem o nome de uma divindade nova. Nada disso. Ela é exatamente o que parece ser: os produtos e equipamentos que navios e aviões cargueiros carregam por aí. A pura e simples bagagem mesmo. (mais…)

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10.mar.2014

Certa vez, um amigo que trabalha com comunicação no mercado de turismo me disse: “Você nunca vai conseguir ganhar dinheiro com o seu blog. Sabe por quê? Porque você gosta muito dele.”

Sauditas em Jerash, Jordânia. Foto: Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 4.0)

É verdade. Eu gosto demais deste espaço. E ainda que todo este amor me ajude por um lado – me fazendo obcecado pela qualidade do conteúdo -, ele me atrapalha por outro, porque me faz impor limites que me impedem de ter o meu trabalho financeiramente remunerado pela forma mais comum em blogs, a publicidade.

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3.mar.2014

Ao contrário do que a maioria das pessoas imagina e apesar de algumas restrições, a comunicação de um turista com o mundo exterior é bem fácil a partir do Irã.

Os principais provedores de e-mail – Gmail, Outlook e Yahoo – funcionam perfeitamente e ainda que o Skype e o Facebook sejam proibidos, o país é repleto de internet cafés com artimanhas tecnológicas que burlam o sistema e permitem que você converse com a família sem problemas. Além disso, se você levar o seu próprio computador (preparado ou não para enganar a censura), ainda pode usar o wi-fi disponível em muitos hoteis e restaurantes.

Já com o seu celular estrangeiro a coisa muda um pouco. Por motivos que não descobri, os chips de muitos países não funcionam em roaming por lá, obrigando o viajante a comprar um número local se quiser usar o seu telefone em terras persas.

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